Tendências de TI: quais são as principais para os próximos anos?

em Tendências.

Para falarmos sobre as tendências de TI para os próximos anos, precisamos entender o momento tecnológico no qual estamos mergulhados.

Uma das perspectivas mais difundidas entre os especialistas é a de que vivemos a chamada era da transformação digital. Em síntese, esse fenômeno em curso diz respeito ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias digitais disruptivas nos âmbitos sociais e econômicos.

Isso quer dizer que a forma como convivemos, produzimos, criamos e vivemos está atravessada por soluções tecnológicas muito mais simples e acessíveis do que há 10 anos, por exemplo.

É nesse contexto que termos como a quarta revolução industrial — ou Indústria 4.0 — explicam o momento de transformação pelo qual o mundo corporativo perpassa.

Simplificando: conceitos como Computação em Nuvem, Big Data, Internet das Coisas, e práticas que vão do home office proporcionado pela mobilidade ao desenvolvimento ágil, passando pelo nascimento das criptomoedas, por exemplo, fazem parte do protagonismo digital como agente transformador.

A partir desse entendimento, podemos empreender uma análise mais dirigida acerca das tendências e das objetividades da tecnologia da informação (TI), às quais tanto CIOs quanto gestores de negócios — além de todas as pessoas interessadas em compreender o poder da tecnologia no mundo atual — devem prestar atenção.

E é isso que vamos fazer aqui. A ideia é que você possa ter uma visão minimamente estruturada dos paradigmas oferecidos no grande leque de opções em ferramentas, recursos, métodos e práticas de TI. E, a partir disso, consiga vislumbrar as inúmeras possibilidades de criação de um diferencial competitivo para o seu negócio.

Continue lendo para entender quais são as principais estimativas dos especialistas sobre a TI para os próximos anos!

A inovação tecnológica nas empresas brasileiras

International Data Corporation (IDC), consultoria que é líder global em pesquisas de inteligência de mercado, prevê que o segmento de TI deverá crescer 5,8% no Brasil em 2018.

Somente a Internet das Coisas deverá movimentar 612 milhões de dólares no país durante o ano. Somados, os investimentos corporativos em infraestrutura, software e serviços poderão atingir a importante cifra de 3,2 bilhões de dólares.

Essa análise preditiva da IDC aponta para os esforços das empresas brasileiras para inovar tecnologicamente e também aproveitar as facilidades de desenvolvimento e adoção de aplicações, equipamentos e serviços de TI que visam impulsionar a inteligência competitiva.

Neste ano, também de acordo com a IDC, 1 em cada 9 empresas da América Latina deve estruturar uma estratégia de transformação digital. O Brasil, como o líder que é, detém 45% do mercado de tecnologia regional. E mais: até 2021, pelo menos 40% do PIB latino-americano será digitalizado (modelos de negócios, empregos e outras iniciativas serão baseados no digital).

Se pensarmos no momento macroeconômico que o Brasil e boa parte da América Latina vivem, podemos concluir que a inovação tecnológica tem sido uma perspectiva de desenvolvimento para os empresários locais. É dizer: apesar da crise, o empresariado tem entendido que só conseguirá sobreviver num mercado cada vez mais competitivo se aderir estrategicamente à transformação digital.

No entanto, isso não significa que vivemos em um céu de brigadeiro quando o assunto é o aproveitamento das tendências de TI para facilitar a inovação. Ainda há muito a ser feito para que as organizações brasileiras estejam em reais condições de competir globalmente em termos de disrupção tecnológica.

Um relatório da Forrester Consulting — que incluiu outros países além do Brasil — aponta que apenas 5% das empresas já têm domínio total da tecnologia digital. Ou seja, apesar do otimismo, ainda há muito a ser feito, sobretudo quando se trata de inovar de forma consciente e estruturada (com planejamento estratégico).

As principais necessidades do mercado hoje

Agora, não é possível pensar sobre as tendências de TI sem levar em consideração as necessidades de mercado. Os conceitos, as aplicações, os serviços e os recursos não surgem por geração espontânea. Eles são, na maioria das vezes, respostas às demandas mercadológicas.

Por exemplo, não chegaríamos aos smartphones inteligentes de hoje sem a percepção do mercado de que os mainframes de 1960 não supriam as carências das organizações para computar dados com mais rapidez e custos minimamente viáveis.

Também não chegaríamos à Internet das Coisas sem a percepção de que os computadores pessoais (PCs) e as redes limitadas do ano de 1980 não respondiam com total eficiência às necessidades de globalização da nossa sociedade informacional. E assim por diante.

É claro que isso pode ser uma armadilha, especialmente se nos damos conta de que já não podemos ver o mercado como um bloco homogêneo. Não existe mais o mercado, existem mercados.

Em linhas gerais, no entanto, podemos pensar essa entidade chamada mercado do ponto de vista da produção de bens de consumo e serviços — delimitemos por aí para evitar uma visão difusa do que queremos propor.

Se lá no advento da Revolução Industrial (1760) foi forjado um modelo no qual uma indústria era responsável por todos os aspectos da manufatura (da escolha das matérias-primas à entrega do produto ao consumidor), hoje temos uma descentralização desse processo. A linha de montagem não está no mesmo prédio. Pelo contrário, é perfeitamente normal que um determinado objeto seja fabricado a partir de peças vindas de diversos locais do mundo.

A mesma coisa acontece com os serviços. Com a perspectiva de que as 4 paredes de um escritório já não são os limites dos profissionais, prestadores de serviços em escala industrial ou individual já podem trabalhar de maneira colaborativa, muitas vezes sem se conhecer pessoalmente.

Um exemplo claro disso são os call centers que terceirizam o serviço de atendimento ao cliente. Uma organização instalada na China pode ter seu SAC na Índia para atender ao mercado estadunidense, ou em Buenos Aires, para falar com seus clientes da América do Sul.

Dentro disso, há algumas necessidades comuns que podem ser vistas como sendo as do mercado em geral. Elas dizem respeito à automatização de processos, redução de custos, riscos e complexidades, facilitação de comunicações e, cada vez mais, à gestão orientada por dados.

Hoje, é praticamente impossível pensar um negócio minimamente competitivo que não seja automatizado e que não esteja alicerçado na análise de dados.

É a partir desses predicados que as empresas modernas conseguem manter custos controlados, competir local e globalmente, conhecer seus públicos de interesse e se comunicar com eles. Enfim, ter uma atuação que fuja do modelo intuitivo e seja baseada em inteligência mercadológica.

Com a conexão cada dia mais facilitada, nem os empreendimentos criados para atender aos consumidores locais estão fora da globalização. Um cliente brasileiro que vive na Inglaterra pode, perfeitamente, fazer contato com uma empresa brasileira para adquirir um produto ou serviço a ser entregue no endereço de seus familiares brasileiros — ou mesmo na Europa, se for o caso. Em questão de minutos ele faz o pagamento utilizando seu bankline ou uma moeda digital, por exemplo.

Assim, fronteiras estão cada vez mais transparentes e a própria noção de globalização está em constante atualização.

As organizações precisam acompanhar as inovações tecnológicas para aproveitar esses movimentos, sob pena de não conseguirem se manter competitivas ou desfrutar de possíveis oportunidades de negócio.

O uso da tecnologia como diferencial competitivo

Em suma, estamos falando do uso da tecnologia como um diferencial de competitividade. Mas isso não pode ficar só no campo da teoria. É preciso destrinchar melhor o que significa ser competitivo com o auxílio da tecnologia no mercado atual.

Em 1980, Michael E. Porter e Victor E. Millar, dois pesquisadores da Harvard University, decretaram que somente as empresas abertas à inovação tecnológica teriam sucesso na virada do século.

Em um artigo publicado na Harvard Business Review, eles apontavam a revolução informacional como responsável por uma nova revolução econômica.

“A tecnologia da informação está permeando a cadeia de valor em todos os pontos, transformando a forma como as atividades de valor são realizadas e a natureza das conexões entre elas. Também está afetando o escopo competitivo e reformulando a maneira como os produtos atendem às necessidades do comprador. Esses efeitos básicos explicam por que ela [a TI] adquiriu significância estratégica e é diferente das muitas outras tecnologias usadas pelas empresas”, disseram.

Especialistas como Porter e Millar dedicaram suas vidas para construir o que hoje já é senso comum: não é mais possível competir sem tecnologia.

Atualmente, podemos dizer que a própria ideia de vantagem competitiva foi ampliada. Antigamente ela se referia à posição favorável que uma organização procurava para ser mais lucrativa do que seus rivais, demonstrando um valor comparativo ou bastante deslocado de seus concorrentes.

Hoje, ser competitivo continua sendo isso, mas também requer um olhar mais estratégico para a experiência do cliente — que não se vê obrigado a ser leal a uma marca, pois está constantemente sendo abordado por muitas opções.

Além disso, é fundamental ter uma atuação de inteligência que antecipa tendências, prevê comportamentos dos públicos de interesse (clientes, colaboradores, parceiros etc.), agrega valor sentimental a produtos e serviços, entre outras iniciativas.

É aí que acompanhar as tendências de TI deixa de ser uma atividade destinada somente aos profissionais da área.

Cada vez mais, gestores de negócio precisam entender quais são as possibilidades de inserção da tecnologia em suas estratégias (de desenvolvimento de produto, processos, marketing e vendas etc.).

Da mesma forma, dos CIOs já não é mais esperada uma atuação técnica, mas sim uma postura de referencial analítico e contribuição estratégica.

A boa notícia é que o mundo corporativo está antenado a esse novo panorama. Segundo a Forrest Consulting, 21% das 396 organizações consultadas no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, China, Índia, Japão e México já perceberam que melhorar a experiência dos consumidores deve estar no topo de suas prioridades.

E mais: um estudo do MIT Center for Digital Business detectou que a adoção de tecnologias disruptivas, dentro do conceito de transformação digital, fez com que os empreendimentos aumentassem em 26% seus rendimentos em comparação com os concorrentes que não tiveram essa preocupação no período analisado (2016-2017).

As 7 principais tendências de TI que prometem revolucionar o mercado

Muito bem, agora que nós já temos uma visão minimamente fundamentada das necessidades do mercado, das inovações tecnológicas e de como a tecnologia é hoje o grande diferencial competitivo, podemos analisar com profundidade as tendências de TI. Confira, a seguir.

1. Multicloud

Segundo a IDC, mais de 85% dos departamentos de TI se comprometerão com arquiteturas multicloud até o final de 2018. Mas o que é isso, exatamente?

Multicloud é o termo usado para designar a prática da utilização de mais de uma nuvem para suportar a infra de TI corporativa. Ele vem se firmando à medida que as empresas percebem que não é uma boa ideia depender de um único provedor.

A obtenção de serviços e recursos específicos de diversos fornecedores de nuvem tem feito com que as organizações consigam obter diferentes vantagens e, inclusive, tornar seus custos ainda menores.

É importante não confundir uma estratégia multicloud com a nuvem híbrida. Uma nuvem híbrida é o pareamento de uma nuvem criada e mantida em um data center local (privada) e uma nuvem pública (utilizada por diversas empresas ao mesmo tempo, com acessos e privacidade garantidos).

Em outras palavras, temos o multicloud quando usamos várias nuvens públicas conjugadas com uma nuvem privada, por exemplo — também não é errado dizer que essa é uma estratégia de multicloud híbrido, embora esse termo possa confundir as coisas.

Entre as vantagens de contar com uma estratégia multicloud, destacam-se as seguintes:

  • elevação da segurança da informação: não colocar todos os dados corporativos em um único data center e poder alternar práticas de backup, por exemplo;
  • flexibilidade de processos: adaptar a TI às mudanças rápidas pelas quais a empresa passa. A não dependência de um único fornecedor, ou de um único modelo, facilita esse processo;
  • resiliência da estratégia de armazenamento: facilitar a expansão ou a redução das capacidades conforme as necessidades do negócio, contando com serviços diferentes — especialmente vantajoso para empresas que geram ou captam quantidades exponenciais de dados;
  • redução e controle de custos: poder de negociação entre provedores; opções de abordagens de nuvem para viabilizar o menor investimento mantendo a qualidade necessária.

2. Foco em soluções de comunicação

Em um mercado cujo cerne é a informação, também é natural que as empresas se voltem para a adoção de ferramentas inteligentes de comunicação. Para lidar com seus mais variados públicos, as empresas agora estão precisando inserir aplicações, métodos e táticas mais inteligentes em suas estratégias.

O uso de soluções de e-mail marketing para segmentar e mensurar com mais facilidade as abordagens aos clientes, por exemplo, está cada vez mais popular.

A tendência em si é a implementação de soluções de comunicação dentro do espectro do Big Data e do Business Analytics, o que permite aos negócios mais facilidade para falar com o público certo na hora certa.

Ao mesmo tempo, auxilia a coleta e a utilização acertada de dados vindos de fontes complexas como as redes sociais. Ou seja, lidar com dados exponenciais em tempo quase que real é o grande desafio, e é isso que as organizações mais destacadas têm trabalhado para superar.

3. Blockchain

Blockchain é um conceito que está cada vez mais próximo do horizonte dos profissionais de TI. Trata-se de uma tecnologia de contabilidade distribuída.

Na prática, o blockchain é uma espécie de banco de dados distribuído, acessado e atualizado constantemente por milhões de computadores (geralmente chamados de nós, daí o nome) em nível global.

A tendência em si é a substituição dos bancos de dados tradicionais por aplicações baseadas em blockchain, o que, de acordo com a Gartner, oferece aos negócios os seguintes benefícios:

  • ainda mais transparência e rapidez nas transações;
  • redução significativa do número de intermediários nessas transações;
  • retornos mais rápidos sobre o investimento;
  • mais segurança da informação, uma vez que os dados armazenados são 100% criptografados.

O governo britânico também já declarou que soluções de contabilidade distribuída, como blockchain, têm potencial para auxiliar na coleta de impostos, emitir passaportes, realizar registros de terras e outras vantagens com mais agilidade e níveis de segurança muito superiores ao que já se arquitetou até agora.

4. Inteligência artificial

Uma pesquisa da Tractica divulgada recentemente aponta que o mercado de sistemas de Inteligência Artificial (IA) para aplicações empresariais deverá ter ampliação de 50% até 2024. No período, serão movimentados mais de 11 bilhões de dólares.

Na prática, estamos falando de um pool de recursos, ferramentas e serviços para tornar máquinas, por exemplo, ainda menos dependentes da interação humana.

Para Nick Bostrom, líder da Universidade de Oxford e autor do best seller Superinteligência: Caminhos, Perigos, Estratégias, as máquinas inteligentes já são “o mais importante e mais difícil desafio que a humanidade já enfrentou”.

Dilemas éticos à parte, é inegável que a IA veio para transformar a forma com que o mundo corporativo produz bens de consumo, serviços e soluções nos mais variados campos — da saúde à comunicação, passando pela substituição de pessoas por dispositivos capazes de atuar e se aprimorar de forma cada vez mais autônoma.

5. Uso de dados em todos os setores

Outra das tendências de TI cada dia mais evidentes é a orientação a dados. A novidade é que nenhum segmento de mercado ou setor da sociedade deverá ficar de fora desse movimento.

Se olharmos para o fenômeno do Big Data — alto volume, alta velocidade e variedade exponencial de ativos de informação —, vemos claramente que não param de surgir métodos e ferramentas para processar informações, ampliar a visão gerencial, entender padrões, antecipar comportamentos etc.

Qualquer negócio hoje está amparado por análises de dados. Ainda que isso não seja realizado de maneira consciente e estratégica, é uma realidade global. Do uso do Google para pesquisas rápidas à implementação de soluções de Business Intelligence, os dados são protagonistas da nova economia mundial.

6. Internet das Coisas

Internet das Coisas nada mais é do que um termo usado para explicar a rede cada vez maior de objetos que apresentam tecnologia incorporada.

Na prática, trata-se de um conjunto de tecnologias, mas também de um fenômeno mercadológico que vêm provocando uma verdadeira revolução social.

Para entender a força dessa tendência, basta olharmos para a seguinte afirmação da consultoria IDC: 4% das residências brasileiras já estão equipadas com algum tipo de solução baseada na Internet das Coisas.

No mundo corporativo, a Internet das Coisas já vem balançando as estruturas. Ela é responsável pelo surgimento de diversas profissões — de engenheiro de impressão 3D a designer de robô médico. Além disso, ampliou os desafios relacionados à segurança da informação (afinal, o emaranhado de conexões requer mais cuidados com as redes e os recursos de conectividade) e elevou a automação industrial a um nível ainda mais sofisticado e vantajoso.

7. Edge Computing

Outra mudança no panorama tecnológico parece estar em andamento. Ela tem o potencial de alterar drasticamente a forma como os dados são criados e processados.

O termo Edge Computing abrange uma ampla gama de tecnologias, incluindo computação ponto a ponto, computação em nuvem, blockchain e redes de distribuição de conteúdo. Tem sido popular dentro do setor de telefonia móvel e agora está se ramificando em quase todos os setores.

Em tradução livre, trata-se da computação de ponta (ou de borda). Está, em essência, ligada à evolução da Internet das Coisas, ao mesmo tempo em que é consequência da computação em nuvem.

À medida que várias indústrias pressionam para conectar objetos à web — e garantem isso por meio da nuvem —, a maneira pela qual esses artefatos se comunicam mudará significativamente.

Um dispositivo de borda pode ser qualquer coisa que forneça um ponto de entrada para uma rede. Por exemplo: roteadores, WANs e switches. Eles funcionarão como centros de dados em miniatura, capazes de se comunicar uns com os outros, e serão usados para informar dados urgentes de uma maneira significativamente simples.

Por exemplo, pense em aplicativos automotivos, manufatura, gerenciamento de frota, resposta a emergências e desastres, em que simplesmente não é prudente transmitir dados de volta para um data center central.

Em suma, estamos falando essencialmente do processo de descentralizar os serviços computacionais e aproximá-los das fontes de dados. A Edge Computing pode ter um impacto significativo na latência, pois pode reduzir drasticamente o volume de dados movidos e a distância percorrida.

Prepare sua empresa para essas tendências de TI

Para finalizar, é importante que gestores de TI e de negócios atuem de modo próximo para verificar, entre as tendências de TI, quais são mais aderentes às necessidades dos seus empreendimentos.

Por tudo o que listamos aqui, é possível concluir que visão analítica e abertura para a inserção de recursos e serviços inovadores serão ainda mais essenciais em um futuro próximo.

E com a tecnologia cada vez mais disponível e fácil de implementar, o que impedirá os negócios de serem competitivos não será mais a falta de recursos. O desafio é romper com o olhar tradicional e alimentar a cultura organizacional com uma visão mais inovadora e aberta ao novo.

 

Quer saber mais sobre as soluções da Locaweb Corp? Acesse nosso site!