Tecnologia de Container vs. Máquina Virtual: qual opção escolher?

em Tendências.

Nos últimos anos, os recursos tecnológicos adotados em empresas têm crescido consideravelmente. Isso com o intuito tanto de melhorar a produtividade quanto de reduzir as exigências do sistema da empresa, facilitando expansões. Até então, a máquina virtual era a principal maneira de atingir essa meta, mas agora ela tem uma concorrente de peso: a tecnologia de container.

Ambas apresentam suas próprias qualidades e recursos, o que torna um pouco mais difícil a escolha entre uma ou outra. Por isso, é importante entender suas semelhanças e diferenças, o que permite que você tome a melhor decisão para aperfeiçoar o desempenho dos seus sistemas.

Veja aqui algumas das qualidades de cada abordagem e como aplicá-las na sua empresa. A partir disso, você poderá escolher com mais facilidade!

Quais são as semelhanças?

Tanto a máquina virtual quanto a tecnologia de container são métodos de virtualização de sistemas. Eles permitem usar o mesmo hardware para executar várias aplicações isoladamente.

Isso ocorre sem a necessidade de adicionar mais placas ou peças ao computador em uso. Uma parte da memória, do processamento e do espaço de disco passa a ser dedicada a cada aplicação.

Mas qual das abordagens é a melhor? Isso vai depender, em grande medida, das necessidades e da realidade técnica do seu negócio — como você verá mais à frente.

O que é importante saber é que cresce a cada dia o número de especialistas que defendem que essas tecnologias não precisam, necessariamente, competir entre si. Elas podem ser misturadas de maneiras interessantes para alcançar resultados diferentes no gerenciamento de software de aplicativo, por exemplo, e fornecer segurança e isolamento ideais.

Também é essencial entender que cada tecnologia trabalha de uma forma diferente. Por isso, é interessante pensar cada um dos conceitos separadamente para começar a vislumbrar suas semelhanças.

O que é Máquina Virtual?

Conceito originado em meados da década de 1960, uma máquina virtual é, como o nome indica, um computador inteiro em um espaço virtual, com hardwares reconhecidos separadamente dos que realmente estão na máquina.

Para uma definição um pouco mais técnica, podemos recorrer ao glossário de TI da Gartner, a maior empresa de pesquisa em tecnologia do mundo.

Seus especialistas afirmam que “uma máquina virtual é uma implementação de software de uma arquitetura semelhante a hardware, que executa instruções pré-definidas de maneira similar a uma unidade central de processamento (CPU) física”.

E mais: “uma máquina virtual pode ser usada para criar um ambiente de computação de plataforma cruzada que carrega e executa em computadores independentemente de suas CPUs e sistemas operacionais subjacentes”.

Também é correto afirmar que trata-se de um sistema operacional ou ambiente de aplicativo instalado no software, que imita o hardware dedicado. Ou seja, o usuário final tem a mesma experiência em uma máquina virtual e em um hardware dedicado.

Como funciona

A princípio, é usado um software para configurar a máquina virtual. São criados e configurados hardwares virtuais, compostos por parte ou pela totalidade dos hardwares já existentes no computador.

Por exemplo, em uma máquina com memória RAM de 8GB, seria possível dividir esse processamento em máquinas virtuais menores, de 3GB cada, por exemplo.

O mesmo vale para o espaço de armazenamento, placa de vídeo etc.

Vantagens

Uma qualidade bem interessante das máquinas virtuais é que cada uma é totalmente independente. Ainda que os dados sejam armazenados em um mesmo hardware, todas têm arquivos salvos separadamente e que podem não ser acessíveis pelas demais máquinas.

Também é possível que cada máquina virtual tenha seu próprio sistema operacional, tornando o sistema ainda mais adequado para cada funcionalidade utilizada.

Versões de Windows e Linux podem, por exemplo, ser executadas em máquinas virtuais separadas, todas sob um mesmo computador. Isso reduz consideravelmente a quantidade de máquinas reais que uma empresa precisaria adquirir para otimizar o trabalho de todos os setores.

Desafios

É importante ter em mente que, embora o tempo de inicialização nas máquinas virtuais geralmente seja menor do que o vinculado diretamente ao hardware, ainda é possível levar alguns segundos ou minutos para a inicialização. Isso depende de diversos fatores técnicos.

Para qual tipo de empresa é indicada

As máquinas virtuais já são uma realidade para muitas organizações que necessitam de um ambiente moderno de TI. Elas facilitam a gestão de máquinas físicas e também possibilitam o compartilhamento entre os diversos ambientes que compõem a infraestrutura.

O que é Tecnologia de Container?

Como solução alternativa para algumas das desvantagens do modelo de máquina virtual, se destacou recentemente a tecnologia de container.

Ela não tem como objetivo desbancar completamente o antigo modelo, mas sim preencher lacunas e melhorar o resultado final.

A chamada conteinerização — também conhecida como virtualização baseada em container e container de aplicativos — é um método de virtualização em nível de sistema operacional utilizado para implantar e executar aplicativos distribuídos sem iniciar uma máquina virtual inteira para cada aplicativo.

Em vez disso, vários sistemas isolados, chamados containers, são executados em um único host de controle e acessam um único kernel (componente essencial do sistema operacional).

Como funciona

Assim como sua antecessora, essa ferramenta permite criar aplicações separadas que são acessadas simultaneamente por diferentes pessoas por meio do mesmo computador.

Porém, em vez de criar hardwares virtuais dentro da máquina, ela utiliza uma função namespace para dedicar parte dos recursos do hardware a cada aplicação.

A ideia aqui é eliminar a necessidade de todo um conjunto de dados separado para que cada máquina seja executada, reduzindo o peso das aplicações no sistema e aproveitando uma porcentagem maior do potencial do hardware.

Para todos os efeitos, ainda parece funcionar como uma máquina virtual, com um sistema operacional dedicado.

Vantagens

De acordo com um estudo recente da 451 Research, a adoção de containers de aplicação crescerá 40% ao ano até 2020. E há muitos motivos para essa ascensão.

Como já mencionamos, a tecnologia de container tem o objetivo de cobrir as desvantagens do modelo de máquina virtual. A primeira delas é o aproveitamento da capacidade do hardware, que fica menos comprometido com a execução de múltiplos sistemas operacionais.

Essa menor exigência também torna a tecnologia de container mais portátil e flexível, podendo ser transferida e executada em qualquer máquina com muito mais facilidade. Por isso, ela é excelente para atender empresas que têm necessidade de transferir suas operações com mais frequência.

Containers podem ser criados muito mais rapidamente do que instâncias baseadas em hipervisor. Isso contribui para um ambiente muito mais ágil e facilita novas abordagens, como microsserviços e integração e entrega contínuas.

Alguns serviços já permitem a integração dessa ferramenta com os recursos de nuvem, aumentando a portabilidade. Isso também cria ambientes de teste para aplicações e similares com muito mais praticidade do que a média.

Outro ponto interessante é que múltiplos containers criados dentro de uma mesma máquina também podem compartilhar mais facilmente suas aplicações e recursos.

Desafios

Nem tudo são flores. É preciso pensar também nos desafios da tecnologia de container, sob o risco de se acreditar que ela é a solução para tudo.

Por exemplo, enquanto uma máquina virtual abstrai o hardware, a abstração de container acontece no nível do sistema operacional. Logo, cada tipo de tecnologia de container tem uma finalidade explicitamente declarada que limita seu escopo.

Para qual tipo de empresa é indicada

Empresas que necessitam de uma operação rápida e eficiente — só os sistemas precisam ser iniciados, não o sistema operacional todo — podem ser muito bem atendidas pela tecnologia de container. Especialmente as de grande porte, que são as detentoras de mais recursos tecnológicos para criar uma estratégia de conteinerização.

Para tanto, é recomendado que a empresa conte com uma boa infraestrutura de segurança da informação (aplicações, métodos e serviços). Isso porque, na comparação com as máquinas virtuais, a conteinerização é um pouco menos robusta.

A tecnologia de container também é indicada para equipes de desenvolvimento que atuam no modelo DevOps (metodologias ágeis). Ela libera os profissionais de criação de aplicações de muitas tarefas e permite que mantenham o foco em suas funções essenciais.

Tecnologia de Container ou Máquina Virtual: qual delas atende melhor o seu negócio?

Durante anos, as máquinas virtuais foram tendência. Elas faziam muito sentido: em vez de ter uma sala cheia de servidores, era possível implantar todos esses sistemas em uma única peça de hardware.

Ainda hoje continuam sendo importantes. Funcionam muito bem, podem economizar dinheiro e facilitar o failover — se algo dá errado com um servidor, elas geram outro de forma instantânea e a operação volta a funcionar.

Mas a tecnologia avança e os containers, como você viu ao longo do texto, têm ganhado espaço, sobretudo nos médios e grandes empreendimentos.

Uma das principais razões para a adoção de containers é a capacidade de tornar os aplicativos manejáveis em todo o pipeline. Os containers são muito mais simples que as máquinas virtuais quando você precisa executar muitas instâncias de um aplicativo.

Como a tecnologia de container fornece um aplicativo com tudo o que é necessário para iniciar e executar, ela pode ser usada em uma ampla variedade de ambientes, independentemente do sistema operacional host. E mais: sem que as equipes de operações tenham que passar por pesadelos de compatibilidade.

Nesse movimento, a tecnologia de container e as máquinas virtuais estão desenvolvendo sua integração, o que significa que a discussão em torno de qual das duas é a melhor pode ir bem mais longe.

O que sabemos é que o uso generalizado da virtualização levou a mudanças surpreendentes em todo o setor de tecnologia. A rápida adoção de máquinas virtuais alterou significativamente a arquitetura dos processadores. Além disso, os provedores de plataforma baseados em nuvem de hoje não poderiam existir sem a máquina virtual.

Por outro lado, os que defendem que a tecnologia de container é a melhor escolha também apontam seu uso frequente ​​para executar aplicativos específicos com o intuito de possibilitar uma menor necessidade de CPU e memória. Ainda nesse quesito, a comparação com as máquinas virtuais é inevitável.

Por fim, um conselho que pode ser muito útil: busque ajuda profissional para avaliar qual das duas abordagens será mais útil para a sua organização em curto, médio e longo prazo. Assim você não corre o risco de fazer a escolha errada.

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