Quais são os erros comuns cometidos pelos CFOs e como evitá-los?

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Trabalhar de forma proativa e garantir uma constante comunicação com as demais lideranças da companhia é essencial para uma boa atuação do gestor de finanças. Para tal, compartilhar estratégias e ter planos de ação eficientes são alguns dos cuidados que ajudam a reduzir as chances de grandes problemas, que podem colocar em risco toda uma ampla estratégia de negócio.

Confira, neste post, 6 erros comuns, mas perigosos, que devem ser evitados pelos CFO’s! Boa leitura.

Ignorar a necessidade de uma auditoria externa

O CFO que adentra em uma nova empresa deve estar preparado para encontrar possíveis problemas ou desafios inimagináveis. Para garantir o controle — ou conhecimento — dos riscos inerentes, é essencial contar com o auxílio de uma auditoria externa, capacitada para analisar informações retroativas da companhia.

Trata-se de ter acesso a uma ampla gama de informações sobre o negócio, o que servirá como base para as ações e escolhas realizadas no futuro. Uma auditoria completa é um investimento que minimiza riscos e aumenta o nível de confiabilidade da base de dados da empresa.

Misturar relações de negócios com amizades

Os investidores são parte essencial de uma empresa e, muitas vezes, são também o alicerce para um crescimento saudável. Ainda assim, o CFO deve ter em mente que nem sempre os interesses dos investidores e das lideranças de uma empresa são 100% compatíveis.

Por isso, é importante separar negócios de amizades, principalmente para garantir que ambas as partes consigam tirar máximo proveito dessa relação. De tal forma, tenha claro o papel que cada parte desempenha em uma empresa — quais suas obrigações e funções.

Não alocar recursos suficientes para reter os melhores talentos da organização

Os colaboradores são um dos principais ativos de uma empresa. No caso de funcionários engajados e familiarizados com a rotina de uma companhia, é importantíssimo estabelecer critérios e alocar recursos para que eles não optem por seguir carreira em outra empresa — ainda mais se for o caso de uma concorrente.

Por isso, o CFO deve estruturar um plano de ação emergencial para reter os melhores talentos da empresa, seja oferecendo novas oportunidades, alimentando a cultura do aprendizado ou mesmo valorizando o seu trabalho com aportes financeiros ou benefícios.

Um trabalho bem-feito, alinhado ao setor de recursos humanos, ajuda também a criar um ambiente empresarial que seja agradável, a ponto construir uma estrutura que reconheça qualidades e valorize o bem-estar do profissional.

Elaborar planos de ação empresarial que estão desalinhados com a estratégia da organização

Tendo em vista que o CFO é visto como uma figura estratégica na empresa, capacitado para o processo decisório e a interpretação de dados, ele também é, muitas vezes, o gestor responsável por criar planos de ação e estratégias que sejam compatíveis com as necessidades da companhia.

Dessa forma, um erro comum cometido pelos diretores financeiros está no foco em planos de ação que violem ou estejam desalinhados com os princípios da empresa, ou mesmo que não estejam adequados com o planejamento de longo prazo.

O posicionamento bem ajustado entre CFO e outras lideranças garante que as ações do presente ajudem a alcançar as metas institucionais, respeitando a missão e visão de um negócio. É questão de manter em sintonia intenções e ações.

Permitir que a equipe fique desmotivada e desengajada

Um dos descuidos dos CFOs é ignorar a necessidade de manter a equipe motivada, valorizando colaboradores e investindo no crescimento da equipe. Isso acontece porque funcionários empoderados e envolvidos com os resultados de uma companhia tendem a realizar as tarefas com mais eficiência.

Para tal, é adequado investir em ferramentas da transformação digital que aperfeiçoem a execução das tarefas rotineiras — como é o caso dos robôs de automação, o Robotic Process Automation (RPA). Outro ponto importante é garantir que todos estejam cientes e preparados para utilizar das novas tecnologias.

Não utilizar a tecnologia para otimizar os processos da organização

Tendo em vista a necessidade de manter a equipe motivada e engajada, é essencial garantir recursos para a inserção da empresa nos processos da jornada digital — principalmente em se tratando de automação de processos e otimização da rotina e dos resultados.

A aposta em recursos tecnológicos ajuda a garantir uma série de benefícios para a empresa. Por isso, deixar de lado ou procrastinar nesse tipo de projeto é um dos grandes erros dos CFOs.

A tecnologia ajuda a:

  • aumentar a segurança das informações e processos da empresa;
  • reduz custose otimiza a eficiência do trabalho, com a automatização;
  • garante melhores níveis de controle, por meio de registros digitais;
  • permite o crescimento escalável de uma empresa, a partir da análise de dados.

Os CFOs vêm desempenhando papeis estratégicos não só na gestão dos recursos financeiros, mas também na decisão a respeito dos investimentos que serão aplicados nas ferramentas de tecnologia digital.

É papel do diretor financeiro atuar lado a lado ao diretor executivo, utilizando a análise de dados e a automação como ferramentas para superar barreiras ou desafios empresariais.

O conhecimento em inovação e uma atuação centrada na jornada digital vai ser parte da atuação do CFO, que caminha para ser uma figura de crescente destaque na empresa.

O potencial de melhorias conquistadas com uma gestão eficiente do CFO é possível quando a competitividade da empresa é aprimorada com o uso da inovação.

Um CFO preparado para a transformação digital, e alinhado com boas práticas de gestão de pessoas, conquista engajamento interno para a implementação de ideias e formatos capazes de aumentar a produtividade e transformar os resultados de um negócio.

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