Inovação disruptiva: aprenda o que é e como começar

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“Inovações disruptivas são aquelas que provocam uma ruptura no antigo modelo de negócios. Elas normalmente favorecem o aparecimento de novos entrantes”. A frase é do consultor em negócios Clayton Christensen, responsável pelo conceito de inovação disruptiva.

Conhecido também como o guru de grandes empresas de tecnologia, Christensen conseguiu identificar traços similares entre produtos e serviços que atendem demandas que eram inconscientemente desejadas e aguardadas pelo mercado.

Quer saber melhor como essas inovações disruptivas podem alavancar um negócio e transformar um setor? Confira, neste post, como é possível reinventar segmentos por meio de produtos ou serviços que abalam as estruturas dos, até então, líderes de mercado.

Saiba o que é inovação disruptiva e qual sua importância

Nas palavras de Christensen, “inovações disruptivas não são avanços de tecnologias que fazem bons produtos melhores; ao contrário, são inovações que tornam os produtos e serviços mais acessíveis e baratos, tornando-os disponíveis a uma população muito maior”. A teoria, que nasceu durante uma pesquisa sobre a indústria do disco rígido, nunca foi tão atual.

Em resumo, inovações disruptivas têm características de separação, diferentemente do que é encontrado na inovação tradicional — que tem um perfil evolutivo.

Clayton Christensen criou a teoria da inovação disruptiva ao pensar em uma forma de inovar que reconfigure todo o mercado ou o seu setor de atuação por meio de um produto ou ideia que redefine a indústria. É algo encontrado, aliás, inúmeras vezes no decorrer da 4ª revolução industrial.

Ainda assim, a inovação disruptiva é encontrada em mercados defasados ou que não chamam mais atenção. Por isso, trata-se de um tipo de ação que reconfigura todo o cenário.

Também pode ser percebida, com frequência, no mercado da tecnologia e das finanças. Mostraremos a seguir alguns exemplos.

Entre as revoluções industriais e a inovação

Joseph Schumpeter, em 1939, idealizou o conceito de “destruição criativa”. É uma ideia que diz que o capitalismo é estruturado por ciclos e revoluções — da industrial à tecnológica.

Mas foi em 1995 que Christensen falou sobre a inovação disruptiva. São momentos nos quais lançamentos ou novas formas de atuação fazem com que se torne obsoleto algo que outro mercado até então dominava.

Para que o conceito fique ainda mais claro, é importante citar alguns exemplos de inovações disruptivas. São eles:

  • Netflix, ao criar um serviço de streaming que substituiu a necessidade do aluguel de DVDs em videolocadoras locadoras;
  • iPhone, que nasceu como um compilado de uma série de tecnologiasem um único dispositivo, com tela touch e sem teclado numérico;
  • Nubank, ao oferecer cartão de crédito sem tarifas e com gerenciamento simplificado, 100% por aplicativo — da contratação ao pagamento;
  • WhatsApp, marcando a estreia de uma nova forma de comunicação direta por meio do celular, e que substitui muitas funções do telefone tradicional;
  • Airbnb, que estabeleceu um novo nicho de mercado para a hospedagem em viagens de lazer ou negócios.

Essas são inovações que ditam um momento de ruptura entre o que será lançado e o que já estava, até então, preestabelecido como líder de mercado.

Aplicando a inovação disruptiva no negócio

A inovação disruptiva deve estar acompanhada de uma eficiente gestão de riscos. Isso é algo importante para que não se coloque a sustentabilidade de um negócio em perigo. Ainda assim, essa visão empreendedora aliada a uma ação centrada em resultados — e nas necessidades do público consumidor — deve ser pautada em alguns processos. É assim que se cria um novo valor e alcança resultados reais.

Alguns aspectos são essenciais para uma empresa que deseja utilizar das inovações disruptivas, como ferramenta para aumentar a competitividade de um negócio.

Confira as etapas! Chegou a hora de começar a planejar a construção da abordagem de inovação disruptiva dentro da sua empresa:

1. Estratégia

Saber como e em qual área da empresa será construída a inovação ajuda a determinar quais produtos ou serviços podem ser desenvolvidos ou trabalhados.

É algo que está ligado diretamente ao foco. Também diz respeito a um planejamento viável, para tirar do papel as ideias que parecem mais viáveis e interessantes, ajudando a realizar uma boa gestão de projetos.

2. Processo

É essencial gerar novos conhecimentos e ter os processos registrados em todas as formas possíveis, pois a inovação disruptiva tem por característica a falta de processos conhecidos ou caminhos sólidos.

Só assim, com hipóteses, formas e caminhos rastreados, será possível entender quais as melhores soluções a serem aplicadas.

3. Estrutura

Pelas suas peculiaridades, e por romperem com processos rígidos ou caminhos já avaliados previamente, as inovações disruptivas correm o risco de entrar em conflito com a estrutura atual de um negócio. Para tal, é indispensável apostar em novos espaços ou equipes distintas para que a tentativa de criar algo assim não rompa também com a solidez de um negócio.

4. Pessoas

São necessárias pessoas diferenciadas para encontrar a inovação disruptiva e conseguir construir um produto ou serviço que, de fato, seja capaz de criar demandas ainda inexistentes.

Forme uma equipe de profissionais que estejam aptos para pensar fora da caixa. Além disso, dê preferência para aqueles que sabem equilibrar ousadia com vulnerabilidade, como ferramenta de criação.

5. Liderança

Como qualquer equipe, a gestão de pessoas em um processo de inovação disruptiva, deve ser prioridade.

Assim, é importante que as lideranças estejam alinhadas e cientes dos investimentos — e que possam dar total suporte para reduzir custos e abraçar novas oportunidades com entregas que geram novas soluções ainda inexistentes.

Ter um modelo de negócio que consegue se revolucionar — e revolucionar o mercado por meio de inovações disruptivas — é um diferencial que faz uma empresa ser escalável.

Criar mercados e novas demandas não é um processo simples. Aliás, é algo que demanda esforços significativos ou um olhar altamente antenado para as tendências e as reais necessidades do usuário ou do consumidor de um produto ou serviço.

Empresas como o McDonalds, que estreou o conceito de fast food, ou mesmo a Sympla, uma plataforma 100% digital de venda de ingressos e administração de eventos, é algo que abre um novo leque de experiências e que, a partir de então, faz com que o mercado não mais queira olhar para trás. Afinal, atentar às inovações disruptivas faz com que uma companhia se mantenha sempre competitiva.

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