Entenda como é feito o processo de virtualização de servidores

em Tendências.

A dinamicidade do mundo corporativo exige que as empresas adotem cada vez mais soluções tecnológicas que atendam às suas necessidades. Nesse cenário, é obrigatório pensar na virtualização de servidores, que ajuda a dividir os recursos físicos e executar diferentes sistemas operacionais em uma mesma máquina.

Mas o que é a virtualização, quais são suas vantagens e como funciona? É o que apresentaremos neste post. Com esse conhecimento, você poderá implantar esse processo a partir do passo que traremos ao longo do artigo.

Então, vamos lá?

O conceito da virtualização de servidores

Esse processo tem por objetivo criar virtualmente um sistema operacional, servidor, sistema de armazenamento, entre outros aspectos. Em outras palavras, há uma divisão do software presente no servidor do hardware segundo determinado host. Assim, diferentes servidores podem ser operados em um mesmo dispositivo.

Na prática, o que acontece é que você pode acessar uma máquina virtual, que tem diferentes configurações e é totalmente isolada do software principal. Desse modo, você pode executar diferentes sistemas operacionais em um único equipamento e um não interfere no outro.

As vantagens para a empresa

Essa é uma prática bastante comum e que precisa ser considerada nas organizações. Ela traz mais eficiência no uso dos recursos de TI, já que se evita o excesso e a subutilização de hardwares em um data center. Além disso, consegue-se mover cargas de trabalho e obter diferentes benefícios, como:

  • diminuição do tempo de inatividade do sistema, causado por paradas imprevistas ou no ambiente de produção, perdas de dados etc.;
  • automação dos processos;
  • melhoria na taxa de uso do servidor, que pode passar para 90%;
  • retorno mais elevado sobre os investimentos;
  • redução do custo operacional;
  • otimização do espaço físico;
  • gestão centralizada;
  • uso aprimorado dos recursos disponíveis;
  • facilidade nos backups, que também são feitos com mais segurança;
  • facilidade na recuperação de dados em situações de desastres;
  • independência do servidor físico;
  • compatibilidade entre as aplicações;
  • adequação conforme a carga de trabalho;
  • migração de ambientes mais transparente e fácil;
  • adoção da máquina virtual como ambiente de desenvolvimento, que traz mais segurança para as operações realizadas;
  • possibilidade de executar simulações.

O passo a passo para implantação

Sua empresa passará por diversas mudanças ao longo da adoção da virtualização. Veja quais são elas e o que é necessário fazer para garantir esse processo para a sua companhia:

Aquisição do servidor

O primeiro passo para a virtualização é contar com um servidor físico. Ele já vem com diferentes recursos instalados, como memória, CPU, conexão de rede e à SAN, e discos. Geralmente, alguns desses itens ficam ociosos em alguns casos e têm gargalos em outros, porque os softwares não são projetados para usarem todas as opções.

Com o processo de virtualização, você deixa de usar diferentes servidores de pequeno porte. O ideal é adotar um maior, que permita o compartilhamento de recursos entre os servidores virtuais que estão com demanda.

Implantação do hypervisor

Esse é um sistema operacional básico capaz de separar o hardware em diferentes partes menores. É esse recurso que possibilitará efetivar a virtualização. No entanto, é importante saber que quanto menor for o uso do espaço em disco e da memória, mais itens estão disponíveis para as máquinas virtuais.

Da mesma forma, quanto menor é a probabilidade de ocorrerem problemas de código no hypervisor, menores são as interrupções para manutenção.

Criação de máquinas virtuais

Esse processo é permitido pelo hypervisor, que separa uma parte do hardware para criar um novo. Essa divisão consiste na máquina virtual, que contém discos. Eles são armazenados em arquivos dentro do sistema operacional compartimentado. Já a memória e a CPU são alocadas conforme a demanda.

Perceba que as configurações de cada máquina virtual podem ser diferentes, de acordo com a necessidade. Uma pode ter mais memória. Outra, um processador melhor. Uma terceira tem a possibilidade de conter um espaço maior em disco. No entanto, todas têm uma parte do servidor original.

Dica: os hypervisors mais modernos permitem dividir o tráfego de acordo com a necessidade de cada máquina virtual.

Instalação do sistema operacional na máquina virtual

A máquina virtual tem um sistema operacional próprio, que varia conforme a necessidade de quem trabalhará com ela. Por isso, é necessário fazer a instalação de cada software.

Eles estarão isolados uns dos outros e identificarão exclusivamente os recursos que estão dedicados a eles. Ou seja, o comportamento do sistema operacional em uma máquina virtual é exatamente igual ao de um equipamento físico.

No processo de divisão feito pelo hypervisor, alguns recursos podem ser fornecidos em uma quantidade maior do que a que efetivamente é oferecida. Por exemplo: um servidor com 10 Gb de memória é capaz de contar com 7 máquinas virtuais de 2 Gb cada. Nesse caso, soma-se 14 Gb, situação totalmente tranquila quando não há uso simultâneo. Em caso de disputa, será feita a priorização da execução de determinadas máquinas virtuais.

Conexão a uma SAN

A Storage Area Network é um ambiente de armazenamento compartilhado entre servidores. Essa é uma situação comum nas empresas que possuem alta disponibilidade. É importante destacar que a SAN pode ser virtual, sendo denominada VSAN.

Esse recurso pode ser implementado com um armazenamento dedicado, que garante a redundância exigida para uma alta disponibilidade do ambiente. A agregação dos discos em um ponto único também traz algumas facilidades de gestão, uniformiza a distribuição de desempenho e determina as prioridades de cada máquina virtual.

Uso da SAN para a manutenção programada de servidores

A SAN armazena os arquivos das máquinas virtuais, o que permite desligá-las de um local e ligá-las em outro sem a obrigatoriedade de fazer a reinstalação e cópia de documentos. Outra possibilidade é fazer a migração entre servidores sem desligar, o que possibilita a manutenção do equipamento sem interrupções do trabalho.

Esse é o passo a passo do processo de virtualização. Além disso, há escalabilidade por meio de quatro alternativas: aumento da quantidade de máquinas virtuais, da capacidade delas, do espaço na área de armazenamento ou de servidores físicos.

Outro benefício é que, quando um servidor sofre uma quebra física, as máquinas virtuais podem ser acessadas através de outros servidores. Caso esteja corretamente configurado, isso ocorre automaticamente.

 

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