Big Data e Small Data: quais são as diferenças e usos dessas tecnologias?

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O gerenciamento de dados nunca foi tão importante quanto é hoje. E não é à toa! Com a tecnologia digital e a automação crescendo cada vez mais, produzimos uma quantidade gigantesca de dados todos os dias, seja dentro das empresas ou em nossas vidas pessoais. Nesse contexto, é fundamental entender o que é e como usar Big Data e Small Data.

O Big Data já mostrou sua força, mas muitas pessoas ainda não entendem ou sequer conhecem o conceito. Mesmo assim, o Small Data se destacou ao atuar de forma bem diferente para alcançar alguns objetivos em comum. Mas qual é a melhor opção para o seu negócio? Aliás, existe uma opção ideal? Como você vai ver, a resposta não é tão simples.

A seguir, explicamos o que é e para que serve o Big Data e o Small Data para, depois, detalharmos as suas diferenças e peculiaridades. Com isso, você será capaz de escolher uma ou outra ferramenta de acordo com os seus objetivos e necessidades.

O que está esperando? Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

O que é e qual a função do Big Data?

Big Data nasceu justamente da necessidade cada vez mais intensa de a gestão conseguir lidar com a grande quantidade de dados gerados a partir dos processos cotidianos da empresa. Afinal, de que adianta ser capaz de armazenar tudo se as informações não podem ser analisadas, não é mesmo?

Por isso, o Big Data se concentra no armazenamento e na análise de dados baseando-se em três princípios: volume, velocidade e variedade. Dessa forma, é possível, por exemplo, organizar relatórios que mostrem os comportamentos, preferências e necessidades da sua base de clientes. Tudo isso é computado e relatado a partir de dados quantitativos.

Assim, é fundamental contar com soluções de Big Data para garantir o sucesso contínuo da empresa, pois apenas ele é capaz de lidar com tanta rapidez e eficiência com a quantidade gigantesca de dados que as organizações geram e armazenam na atualidade.

O que é e qual a função do Small Data?

Outra grande mudança pela qual as empresas de hoje passam diz respeito às atuais expectativas e necessidades dos clientes. Mais do que nunca, eles querem personalização e um atendimento diferenciado, o que incentiva as organizações a buscar maneiras inovadoras de trazer algo único para seu público-alvo.

O Small Data contribui para isso porque analisa os dados de forma qualitativa, enquanto o Big Data faz isso quantitativamente. Assim, a ferramenta possibilita a análise de detalhes e opiniões sobre a experiência do cliente, seus desejos e necessidades.

Dessa maneira, é possível analisar as informações geradas e armazenadas de forma mais aprofundada, o que possibilita insights e decisões que, talvez, o Big Data não pudesse proporcionar. O resultado é mais conhecimento para entregar ao cliente a melhor experiência possível e produtos desenhados exatamente de acordo com o que ele deseja.

Quais são as diferenças entre Big Data e Small Data?

Agora que você já entende melhor como cada um deles funciona e para que servem, podemos nos aprofundar nas diferenças e peculiaridades entre essas duas ferramentas.

Com isso, você vai conseguir avaliar qual é a melhor opção para cada momento da empresa em relação à análise de dados e, assim, maximizar os resultados obtidos e a satisfação do cliente. Vamos lá?

Condições dos dados

Como o Big Data lida com uma grande quantidade de dados, essas informações ficam armazenadas de uma forma não-estruturada, o que exige um trabalho minucioso de agregação e de interpretação para que esses dados possam ser analisados.

Enquanto isso, o Small Data trabalha com um volume menor, o que faz com que os dados dessa ferramenta estejam prontos para análise sempre que for necessário.

Localização

O Big Data trabalha com todos os dados da organização, colhendo-os a partir dos sistemas da nuvem, do SQL Server, dos bancos de dados, dos PCs da empresa e de onde mais eles forem gerados.

Já o Small Data costuma trabalhar apenas com as informações vindas dos PCs, dos CRMs, de pesquisas e das redes sociais. A partir desses meios, é possível ter acesso direto às opiniões, hábitos, dúvidas, reclamações e necessidades dos clientes.

Tamanho e complexidade dos dados

O terabyte é uma escala de dados que compreendemos facilmente e com a qual trabalhamos em nosso dia a dia. E do petabyte, você já ouviu falar? São necessários 1.024 terabytes para formar 1 petabyte, e é com essa medida de quantidade de dados que o Big Data trabalha.

Enquanto isso, o Small Data — que, lembre-se, recolhe dados de poucas fontes — trabalha com quantidades de informações que, além de pequenas, também são consideravelmente mais simples. Uma única venda já é capaz de gerar informações muito importantes para o Small Data.

Importância e utilidade

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o Small Data não chegou para substituir o Big Data. Muito pelo contrário! Afinal, a mineração e a análise de dados continuam tendo uma importância crescente dentro das empresas, que nunca geraram tantas informações digitais quanto na atualidade.

Entretanto, também aumenta a necessidade de os negócios oferecerem produtos e serviços personalizados, diferenciados e desenhados de acordo com as exigências e desejos dos clientes — que, mais do que nunca, valorizam empresas que oferecem um atendimento único e humanizado.

Assim, podemos perceber que Big Data e Small Data são tecnologias complementares, que solucionam diferentes necessidades das empresas para, dessa forma, possibilitar resultados melhores, decisões mais embasadas e eficientes, além de um crescimento contínuo.

Natureza das informações geradas

Como já explicamos, o Big Data lida com dados em alto volume e originados de diferentes fontes. Então, por meio de fórmulas matemáticas e estatísticas, essas informações resultam em formulários e análises quantitativas.

O Small Data, por sua vez, lida com os dados de uma forma que pode ser aprendida por qualquer um dos colaboradores da empresa, justamente por trabalhar com quantidades menores e por buscar análises personalizadas e, de certa forma, mais humanizadas do que no Big Data. Com isso, os resultados da ferramenta são qualitativos.

Viu só? Big Data e Small Data oferecem perspectivas diferentes à mineração e análise de dados, possibilitando que sua empresa analise as informações com mais eficiência, agilidade e personalização. Agora, você já sabe quando cada uma dessas soluções é a melhor opção e, assim, poderá trabalhar com elas de forma complementar.

Diante da imensa quantidade de dados gerados a todo momento dentro das empresas, é fundamental contar com diversas soluções para gerenciá-los. Pensando nisso, aproveite para conhecer também a clusterização de dados!