7 erros que todo CEO comete e não deveria

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O cargo de Chief Executive Officer (CEO) demanda muitas responsabilidades. O profissional é responsável por liderar e direcionar a equipe de gestores e diretores, além de ser o encarregado pelas decisões corporativas e por ser a principal voz da empresa.

No entanto, a importância de seu trabalho e de suas decisões no topo da hierarquia operacional têm um impacto direto em toda a empresa. Isso faz com que suas falhas sejam sentidas por toda a equipe — e podem vir a impactar até mesmo nos resultados financeiros de um grande negócio. Para que isso não aconteça, conheça 7 erros comuns que um CEO comete e veja como é possível evitá-los.

1. Não estar presente

A agenda atribulada de um CEO muitas vezes faz com que seja difícil separar um tempo para acompanhar de perto o desenrolar de uma empresa e interagir com os colaboradores — e até mesmo com os clientes.

Na pesquisa The Leader’s Calendar (A Agenda dos Líderes), foi observado que diretores-executivos gastam apenas 3% do seu tempo, em média, com clientes, enquanto 72% da agenda é ocupada com reuniões.

Essas mesmas reuniões, combinadas a viagens e participações em eventos corporativos, tendem a fazer com que não sobre tempo para estar presente no dia a dia de uma corporação. Uma visão mais próxima da realidade de um negócio pode trazer grandes soluções. Da mesma forma, se envolver mais profundamente com os processos, fortalece a interação com os colaboradores, que se sentem mais engajados com o trabalho.

2. Dar muita responsabilidade, mas pouca liberdade

CEOs precisam ser tão bons em delegar quanto são em liderar. O processo de estar à frente de uma empresa inclui uma grande capacidade de confiança em seu time de gerentes, a fim de que esses tenham autoridade para realizar decisões e construir soluções sólidas para um negócio.

A centralização da busca por respostas para problemas, aprovações no orçamento, ou mesmo o desejo de participar de todas as contratações é algo que pode comprometer o fluxo de um negócio.

Os gestores devem estar livres para a tomada de decisão, assim como precisam ser encorajados a tomar frente de etapas que não necessitam da participação direta do diretor-executivo. Como lembra Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, “ter sucesso profissional só é possível com gente remando junto com você.”

Com essa mudança de mindset, o CEO passa a ter mais tempo disponível na agenda para estar presente e participar mais ativamente do dia a dia de uma empresa.

3. Ser intolerante com erros

Falhas acontecem e até mesmo o mais competente dos executivos pode errar. O que dizer então de seus funcionários? O importante é a forma como o CEO encara esses desvios e como se compromete com o time para que todos tirem o máximo proveito da falha cometida.

CEO da Ambev, Bernardo Paiva, é um dos grandes executivos que reconhece que ninguém é perfeito. No entanto, as falhas estão quase sempre atreladas àqueles que se mostram disponíveis para tentar algo novo — “mas tem que acertar mais”, lembra.

4. Deixar de observar o longo prazo

Quando o Snapchat alterou por completo o design do aplicativo, alguns usuários ficaram enfurecidos, enquanto outros simplesmente perderam o interesse pela funcionalidade. As mudanças impactaram negativamente as perspectivas da empresa, que cresceu abaixo do esperado.

CEO do aplicativo, Evan Spiegel, falou, na época, que seu grande erro foi não compreender como essas avaliações poderiam ter impacto nos investidores. Reforçou, ainda, que o episódio mostrou o quão importante é ter visão de longo prazo, em referência à abertura do capital da empresa.

Como cada ação produz uma reação, nada mais importante que trabalhar com a previsibilidade do negócio, para que os resultados não gerem estragos difíceis de contornar.

5. Ignorar o lado financeiro

Na ânsia por crescer, explorar novas soluções e colocar em prática ideias com potencial revolucionário, o diretor-executivo pode esquecer o lado financeiro e dedicar atenção apenas aos processos e operações. Entre os erros de CEO, esse pode estar entre os mais comuns.

Marcio Kumruian, CEO da Netshoes, lembra que, no Brasil “não há uma cultura a respeito de investimento. Precisamos cultuar e difundir essa ideia”.

Mais grave, mas não menos comum, são as lideranças que preferem fechar os olhos para balanços e contabilidade. O CEO deve estar a par da saúde financeira de uma empresa para que possa detectar pontos de melhoria e construir as melhores soluções. “Lidar com os gastos da empresa, mesmo que sejam aparentemente pequenos, é de extrema importância para a saúde do negócio”, destaca Alex Tabor, CEO do Peixe Urbano.

6. Imitar a concorrência

Não é porque os outros estão fazendo que você deve fazer igual. Afinal, é na inovação que estão os grandes cases de sucesso. Alex Szapiro, CEO da Amazon Brasil, é um dos executivos que acreditam que imitar a concorrência é algo a ser evitado. “Quando você olha para o concorrente, quer fazer igual e acaba esquecendo de olhar para o cliente”, explica Szapiro.

A busca por soluções simplistas que tragam resultados incríveis esconde uma grande verdade: nenhum sucesso acontece da noite para o dia. Steve Jobs, cofundador da Apple, já falava sobre isso alguns anos atrás: “Se você olhar bem de perto, a maioria dos sucessos que aconteceram da noite para o dia levaram muito tempo”.

7. Abandonar seu consumidor

A fonte do sucesso de uma empresa está no seu público-alvo, ou seja, naqueles que consomem seus produtos ou soluções. Esquecer da importância do seu consumidor é uma falha que pode levar à falência de um negócio.

Como um dos erros de CEO, Satya Nadella, diretor-executivo da Microsoft, afirma que descontinuar produtos e abandonar consumidores foi uma falha grave — e reconheceu que a atitude pode ser considerada uma traição para com aqueles que já escolheram trabalhar com você. Mas ele mesmo lembra que nem tudo está perdido: “se você perdeu alguma coisa, olhe para o próximo passo”.

Nem mesmo o mais grave dos deslizes deve encerrar a carreira de um executivo. Essas falhas são sentidas por toda a organização, vide sua importância na empresa. Mas muitas podem ser contornadas.

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