7 erros que os CIOs cometem em sua gestão e não deveriam

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Muita gente ainda acredita que a área de TI tem o papel de garantir o funcionamento da empresa. Isso é parcialmente verdade, já que seu princípio fundamental atualmente é assegurar uma gestão de sucesso, tanto no que se refere ao lado pessoal (da equipe), quanto no que é relativo a projetos de tecnologia — dois dos vieses em que há mais erros de CIO.

Esse gestor tem como prerrogativa colocar a tecnologia como ponto-chave para o sucesso do negócio. É preciso ter certeza de que ela será um aspecto central e estratégico, que contribui para o alcance dos objetivos traçados e para a melhoria da vantagem competitiva.

Porém, esse patamar só pode ser almejado a partir do conhecimento das principais falhas e de que maneira são evitadas. Esse é o tema deste artigo. A partir de agora, você conhecerá os 7 erros que os CIOs cometem e precisam corrigir agora mesmo.

Confira!

1. Contratar mal

A falta de uma equipe devidamente qualificada é um grande obstáculo para a rotina empresarial. Os sistemas, plataformas e equipamentos exigem o elemento humano para funcionarem corretamente e garantirem o maior retorno possível. Para isso, é preciso que os colaboradores sejam capacitados e engajados.

O cuidado necessário é com o treinamento dos profissionais de todos os setores, não apenas da TI. Com a admissão de mão de obra qualificada, alinhada aos objetivos estratégicos, e o perfil e vivência adequados, as operações são executadas com mais precisão. Ao mesmo tempo, a equipe de tecnologia atua estrategicamente, em vez de apenas “apagar incêndios”.

O engajamento de toda a empresa ainda é fundamental nos momentos em que novas tecnologias são implementadas. A transformação digital requer mudanças e as equipes precisam estar preparadas para esse cenário. Caso contrário, o negócio pode sofrer com os impactos negativos derivados das barreiras culturais.

Para evitar esse problema, contrate pessoas que sejam melhores que você nas questões principais. Isso não significa ficar em segundo plano. Na verdade, se você ignorar um talento, a concorrência o admitirá e terá esse diferencial. Em âmbito mais amplo, essa situação pode afetar até o faturamento organizacional.

2. Deixar de treinar a equipe

Por mais que sua equipe seja qualificada, a capacitação é fundamental para que todos se mantenham atualizados. A reciclagem de conhecimentos ajuda a otimizar o trabalho, amplia o ponto de vista de cada profissional e impede a recorrência de erros, que tendem a elevar os custos da companhia.

Tenha em mente que o treinamento nem sempre é técnico. Esse viés é importante, especialmente quando alguma ferramenta é implementada. No entanto, fatores emocionais são relevantes e fazem toda a diferença. Por exemplo: profissionais que entram em contato com clientes precisam de uma capacitação específica, que ajude a lidar com o estresse e com objeções.

Outro exemplo, agora técnico, é o treinamento referente à segurança da informação. Repassar aos colaboradores, por exemplo, a importância de ter cuidado com arquivos baixados e acesso de documentos por dispositivos móveis, é uma forma de assegurar os requisitos mínimos de proteção para impedir o vazamento de dados sensíveis.

3. Ignorar a divisão de projetos em partes menores

Um projeto é uma atividade complexa, com diferentes entregáveis e datas específicas. Ao dividi-los em partes menores, como propõem as metodologias ágeis, é mais fácil visualizar as informações e identificar problemas que precisam ser resolvidos.

Realizar essa separação é uma maneira de deixar cada profissional responsável por uma parte. A partir disso, ele sabe o que deve fazer, a partir de quando e até qual período.

Lembre-se de que essa divisão contribui para definir prazos e outros detalhes dos projetos. Ao conhecer exatamente o que precisam fazer, a equipe tem um viés bem claro e pode executar suas tarefas com mais qualidade, sem atrasos e com o aumento da satisfação dos clientes.

O gestor ainda tem um ponto de partida evidente para monitorar as ações realizadas e realiza um controle eficiente dos documentos e das atividades individuais. Esse acompanhamento é fundamental para o bom andamento dos trabalhos.

4. Deixar de priorizar projetos

É comum que uma equipe de TI tenha mais de um projeto em andamento. Isso não é um problema, desde que haja organização e priorização das atividades. Porém, na prática nem sempre é assim.

Muitos profissionais são alocados em atividades menos prioritárias. Isso leva a um desalinhamento do projeto principal, já que a falta de monitoramento gera menor visibilidade e, por consequência, o descontrole das tarefas.

Para não cometer erros em sua gestão, o CIO deve priorizar os projetos e deixar claro para todos os profissionais quais atividades são mais importantes. Essa prerrogativa também é válida para os chamados. Eles devem ser analisados e colocados em uma fila de espera de acordo com sua relevância.

5. Desconsiderar novas tecnologias

A transformação digital muda os processos organizacionais para automatizar as atividades, reduzir os erros e registrar e integrar os dados. Todos esses benefícios são conquistados devido à implementação de novas tecnologias, como Big Data, Business IntelligenceInteligência Artificialcomputação em nuvem e outras.

Todas ajudam, de uma maneira ou de outra, a coletar, processar, armazenar e interpretar dados para tomar decisões mais precisas e alcançar os objetivos traçados. Porém, como esse setor é bastante dinâmico, é normal que os sistemas passem por atualizações e aprimoramentos.

Ficar preso a soluções obsoletas implica custo mais elevado e pouco retorno sobre o investimento. Em outras palavras, o custo-benefício é mínimo. Para evitar esse cenário, é preciso atentar às novidades do mercado e saber como e quando adotá-las para ter resultados positivos.

6. Acessar informações de sistemas não confiáveis

Estamos na Era da Informação e os dados são essenciais para subsidiar as tomadas de decisão. Porém, para serem eficientes, devem ser precisos e exatos. Somente assim são capazes de acompanhar a rotina organizacional e auxiliar os CIOs a definirem o melhor caminho a seguir.

O primeiro passo para ter informações corretas é contar com sistemas apropriados. A geração manual é passível de erros e falhas. Já as soluções específicas garantem transparência e aumento da visibilidade para avaliar os processos e determinar os ajustes necessários.

Além disso, vale a pena contar com uma ferramenta de gestão de projetos, que ajude a manter as atividades sob controle. Assim, fica fácil visualizar o andamento das tarefas, identificar oportunidades de melhorias e detectar problemas. Aproveite para fazer a documentação dos processos, com revisão frequente desse registro para garantir sua atualização.

7. Ignorar a boa gestão do help desk

Mesmo que a TI tenha um papel muito mais amplo, o suporte ao usuário (interno ou externo) ainda é relevante. Essa é uma atividade que, quando mal gerenciada, causa transtornos e perda de tempo.

O ideal é contar com uma estrutura de processos clara e bem definida. Para isso, invista em um sistema específico e integrado a outras responsabilidades, como o gerenciamento do inventário.

Uma alternativa válida é terceirizar essa atividade. Ao adotar essa prática, você garante a máxima eficiência dos processos ao mesmo tempo que a equipe de TI atua estrategicamente. Assim, há uma relação de ganha-ganha, porque tanto o usuário quanto os profissionais e a empresa são beneficiados.

Em suma, há muitos erros dos CIOs que podem ser evitados. Esses que apresentamos neste post são alguns dos principais, porque prejudicam o desempenho do negócio e da equipe de TI. Ao solucioná-los, a tendência é ter uma rotina mais eficiente e positiva para todos os lados.

Agora, por mais que você conheça essas falhas, ainda há mais a saber para aprimorar as suas atividades. Aproveite e conheça tudo o que você precisa saber para otimizar a gestão de TI.