5 mecanismos da Governança de TI para melhorar a estrutura organizacional

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Com o aumento da importância da TI em empresas dos segmentos mais diversos, era inevitável que surgisse uma preocupação: como obter o melhor serviço possível desse setor? É aí que entra a Governança de TI, uma forma estratégica de reorganização dos setores de TI que começou a surgir nos anos 90 e tem se tornado cada vez mais forte no mercado.

Como é um conceito relativamente recente, ainda há muita confusão com relação a ele. Por exemplo, muita gente ainda confunde a Governança de TI com a Governança Corporativa, mesmo que sejam conceitos muito diferentes.

Quer saber mais sobre o que é Governança de TI? Neste post, vamos apresentar 5 de seus principais mecanismos e como eles podem melhorar a estrutura organizacional da sua empresa!

Governança Corporativa e Governança de TI: semelhanças e diferenças

Governança Corporativa é um sistema mais amplo para gestão de empresas que se apoia na construção de um relacionamento entre os diversos públicos da empresa, a sua direção interna e os fiscalizadores. Ela surge como uma forma de assegurar o alinhamento dos interesses da organização com o de seus funcionários.

A Governança de TI surge a partir da aplicação de alguns dos princípios da Governança Corporativa aos setores de TI, como: transparência, equidade de tratamento, auditabilidade (accountability) e responsabilidade corporativa. Dentro da Governança de TI, um grande aliado é a gestão de TI, que busca aliar processos de gerenciamento a esse setor.

A grande diferença em relação à Governança Corporativa é que o objetivo principal da Governança de TI é gerar uma reordenação dentro do setor. Por meio da organização de certas estruturas, a Governança tem como objetivo diminuir os riscos e aumentar o valor que o setor retorna para a empresa.

A seguir, vamos explicar 5 mecanismos essenciais para uma boa implementação da Governança de TI.

1. Mapa da atuação da TI dentro do negócio

Como os negócios estão cada vez mais dependentes da TI para oferecer seus serviços, é essencial conhecer bem qual processo é ligado a qual dos serviços. Isso pode ser alcançado por meio do mapeamento dessas ligações entre serviços e processos, que quase nunca é de um para um. Múltiplos processos são ligados a um serviço e vice-versa.

A partir disso, é possível hierarquizar as áreas de TI dentro da empresa tanto pelo número de serviços que dependem dela, quanto pelo peso dos serviços aos quais elas estão ligadas.

Essa etapa ainda pode ser otimizada por meio de ferramentas que fazem essa relação automaticamente. Com essa hierarquia montada, é possível direcionar melhor os investimentos da empresa na área de TI para aquilo que afeta diretamente os serviços críticos que geram mais valor para o negócio. De forma semelhante, os serviços secundários podem ser beneficiados por um outsourcing, que diminui custos e aumenta a sua qualidade.

2. Gestão de infraestrutura e configurações

Para ter um controle melhor, é necessário entender em que medida os recursos são utilizados para cada serviço. Dessa forma, é possível avaliar se há alguma infraestrutura sendo subutilizada, a fim de que ela seja realocada para outros serviços que demandam mais recursos.

Além disso, com esse controle em mãos, tem-se mais transparência no momento de dialogar com o conselho administrativo da empresa sobre investimentos no setor.

De forma similar, a gestão de configurações é o que engloba as mudanças pelas quais os sistemas passam. Isso permite, por exemplo, maior controle sobre as alterações feitas no software, que podem afetar tanto a segurança quanto o desempenho.

3. Estrutura de supervisão dos processos

É essencial que cada um dos processos realizados dentro do setor esteja com pessoas encarregadas da supervisão e prestação de contas. Essa pessoa deve ter todas as competências essenciais ao cumprimento daquela tarefa, o que garante não só um serviço de qualidade, como também transparência quanto à situação desse serviço e os recursos alocados.

Durante esse processo de reestruturação, também é possível fazer um levantamento das habilidades dos integrantes do setor e, a partir disso, identificar possíveis carências, alocando melhor os recursos de treinamento e capacitação.

Como resultado final, haverá uma reestruturação organizacional do setor, com maior clareza sobre as despesas de cada serviço.

Essa reestruturação não oferece benefícios somente à área financeira, como também à segurança da informação. Uma vez que cada membro do setor tem uma tarefa bem definida, é possível estabelecer controles de acesso mais restritos e diminuir as ameaças à segurança, como o vazamento de informações.

4. Grupos de trabalho especializados

Como as tarefas estarão bem definidas, será mais fácil formar grupos em torno de cada um dos processos realizados pelo setor de TI. Com o passar do tempo, a tendência é que os integrantes desses grupos se tornem cada vez mais especializados naquela tarefa e obtenham um conhecimento mais aprofundado dos negócios relativos àquela área.

Isso é benéfico porque facilita o desenvolvimento de novas soluções e a melhoria daquelas já existentes. Além disso, com um estreitamento entre o setor de TI e o de negócios, é possível ter uma comunicação mais efetiva sobre demandas e problemas de cada área para alcançar produtos que agreguem mais valor à empresa.

5. Estrutura organizacional do setor de TI

Uma estrutura organizacional é um dos mecanismos mais importantes da Governança de TI, passando por todos os outros mecanismos apresentados anteriormente. É essa estrutura que cria uma relação entre os diferentes grupos especializados de modo a garantir a coesão do setor de TI.

Por isso, a criação de uma estrutura organizacional não se limita à elaboração de um organograma com os diferentes grupos e seus supervisores. Devem ser levados em conta fatores como: a cultura organizacional, o grau de independência dos processos, o tamanho de cada um dos grupos e da equipe de TI em geral.

A partir disso, a estrutura organizacional deve garantir que haja clareza na distribuição de demandas entre os grupos e fluidez na comunicação entre eles.

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