Entenda o que é uma API e como ela funciona

em Soluções.

As APIs tornaram-se fundamentais para o mundo do software. Por meio delas, sistemas e dispositivos podem trabalhar em conjunto, criando serviços mais eficazes e convergentes. No ambiente corporativo, elas facilitam a comunicação entre vários sistemas, criando um fluxo de trabalho integrado e de alta produtividade.

Saiba mais sobre as APIs no nosso post de hoje!

O que é uma API

Sigla para Application Programming Interface (algo que em português pode ser traduzido como Interface de Programação de Aplicativos), as APIs são interfaces de comunicação implementadas em sites, aplicativos, sistemas operacionais e dispositivos eletrônicos. A sua principal função é facilitar o envio, a coleta e a modificação de dados em uma plataforma ou hardware a partir de comandos predefinidos.

As APIs estão presentes em qualquer sistema moderno. Aplicativos mobile voltados para smartphones com Android e iOS, por exemplo, podem utilizar as APIs do sistema operacional para obter informações sobre a localização do aparelho e os dados capturados a partir dos sensores de movimento. Tais registros podem ser utilizados para tornar aplicativos como o Google Maps e Foursquare mais eficazes e dinâmicos.

Todas as trocas de dados são feitas a partir de uma requisição padronizada definida pelo desenvolvedor do sistema ou dispositivo. Elas contêm as seguintes partes:

  • URL: É o endereço para o qual a solicitação será direcionada. Ela pode ser o IP de um web app ou o MAC ADDRESS de uma placa de rede;
  • Método: O método define o que será feito na requisição (obter um registro, modificar uma informação ou remover dados, por exemplo);
  • Header: O cabeçalho possui todos os parâmetros sobre como o cliente interpretará os dados requisitados;
  • Body: O corpo da requisição possui todo os dados sobre o que será trocado durante o processamento da requisição.

A resposta, por outro lado, possui uma estrutura simplificada. Ela é composta por um header e outro body. Junto a eles, está incluído um código que indicará ao cliente o resultado da requisição (sucesso, redirecionamento, erro etc.). Isso simplifica o desenvolvimento de rotinas automatizadas, uma vez que elas vão trabalhar automaticamente a partir de um conjunto predefinido de variáveis.

API pública ou privada: qual é a melhor escolha?

Quem trabalha com APIs pode escolher entre dois padrões de privacidade: a API pública e a API privada. Cada uma vai afetar a forma como os sistemas da companhia são utilizados por parceiros comerciais, assim como a capacidade de o negócio ter as suas soluções integradas a aplicativos de terceiros.

Uma API pública é aquela que pode ser utilizada por qualquer desenvolvedor ou parceiro comercial. Esse é o caso, por exemplo, da API dos sites Twitter e Facebook. Acessando a documentação de ambos, developers podem encontrar comandos para inserir, remover e visualizar informações de usuários de ambas as redes sociais.

Já as APIs como as do aplicativo Snapchat são privadas. Nesse caso, somente a empresa Snap Inc., desenvolvedora do app mobile, pode utilizar a interface. Essa restrição foi feita principalmente por questões de segurança, uma vez que serviços de terceiros passaram a capturar dados da plataforma em ambientes inseguros.

Há também o caso das APIs de uso controlado, como as do iOS, o sistema móvel da Apple. Para obter acesso às interfaces, o developer deve pagar um valor anual para a empresa californiana. Em troca, ele poderá criar e publicar aplicativos nas plataformas da empresa utilizando o Xcode.

A escolha entre uma API pública ou privada vai depender do tipo de aplicação e dos objetivos do negócio em médio e longo prazo. Ambas as opções possuem vantagens e desvantagens, cabendo ao negócio identificar qual delas é mais adequada ao seu perfil.

Reúso, centralização e integração: os três fundamentos de uma API

Em geral, uma API é feita a partir de três fundamentos. Eles direcionam as rotinas de uso e simplificam processos de devolvimento. São eles:

  • O reúso das lógicas de programação, que torna o código-fonte do sistema mais simples, limpo e enxuto.
  • A centralização da lógica do código-fonte de um app, o que torna o acesso a recursos centralizado em um conjunto de rotinas de software predefinidas.
  • A integração entre aplicativos, sistemas operacionais, dispositivos eletrônicos e peças de hardware por meio de uma interface de “baixo nível”. Em outras palavras, softwares podem utilizar recursos avançados do sistema e das peças computacionais a ele atreladas.

Como as APIs podem ser utilizadas no ambiente corporativo

As APIs podem ser implementadas de várias formas no ambiente corporativo. Caso a empresa possua um serviço que seja baseado no uso de mapas, por exemplo, ela pode exibir informações a partir da interface do Google Maps ou Bing Maps, da Microsoft. Como consequência, diminui o custo de desenvolvimento de uma aplicação.

Sistemas web podem adotar APIs em seus processos de criação de contas (para que usuários consigam utilizar as suas informações de cadastro em plataformas como o Google, Twitter e Facebook). Assim, o cadastro em uma plataforma é simplificado e o negócio passa a atender a um público maior.

Ao mesmo tempo, as APIs internas podem ser disponibilizadas para parceiros comerciais. Com o auxílio de uma documentação abrangente, a empresa consegue integrar os seus produtos internos aos softwares de terceiros, gerando novas ferramentas, mais poderosas e inovadoras. Além disso, a presença do negócio no seu mercado de atuação é ampliada, o que terá como principal resultado o aumento do potencial de obter novas receitas em médio e longo prazo.

Vale destacar, também, que as APIs podem ser utilizadas para processos de Big Data. Com alguns comandos, analistas conseguem capturar registros de plataformas de terceiros, ampliando a capacidade das rotinas de análise de gerarem novas receitas.

Hoje, o uso de APIs como um produto e um investimento estratégico é uma abordagem utilizada por várias empresas. Elas buscam novas formas de inovar e ter mais integração entre suas aplicações internas. Além disso, ao serem disponibilizadas publicamente, como foi feito pelo Facebook, as APIs facilitam a expansão dos serviços do negócio a novos mercados e públicos.

Elas se unem a novas tendências, como o Big Data e a computação na nuvem como as principais tendências para os próximos anos. Saiba mais sobre elas no nosso post sobre o tema!

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