Entenda as razões e a importância do licenciamento de software

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O licenciamento de software ainda traz muitas dúvidas quanto a sua relevância para os gestores das empresas, os quais costumam relacionar a falta dele à implicação de multas e fiscalização. Todavia, os benefícios que programas originais proporcionam à organização são amplos e podem trazer grande impacto no desempenho de suas operações.

Quando bem empregado, um software licenciado pode colaborar na obtenção de uma equipe de TI ágil e eficaz, melhorando sua performance. Para ajudar a entender melhor como o licenciamento correto é positivo para a empresa, separamos 5 benefícios dele. Confira a seguir!

Atualizações do produto

Softwares licenciados são adequadamente atualizados por suas equipes desenvolvedoras, tendo menos bugs, falhas e problemas de funcionamento. Softwares que não possuem licenças, por outro lado, costumam travar mais, perder arquivos, ocasionar falhas no salvamento de conteúdos e até prejudicar o funcionamento dos equipamentos.

Pacotes de segurança

A segurança da informação é uma preocupação constante das empresas, o que torna fundamental o licenciamento de software. Isso porque, periodicamente, pacotes de segurança com atualizações e correções são liberados pela desenvolvedora para que esses programas fiquem seguros e protegidos contra as ameaças cibernéticas que evoluem constantemente.

Melhor desempenho

Programas licenciados possuem melhor desempenho e rodam melhor nas máquinas, tendo menos falhas e outros problemas que costumam prejudicar o trabalho dos profissionais — ao contrário de softwares com licenças irregulares, os quais costumam usar configurações que os tornam lentos e geram muitos bugs.

Maior produtividade em sua rede de dados

Softwares licenciados permitem maior produtividade em sua rede de dados, pois além de serem mais estáveis e robustos, também são mais seguros, evitando perdas de dados e garantindo o funcionamento adequado dos processos suportados por eles.

Suporte da desenvolvedora

Softwares devidamente licenciados recebem melhor suporte da desenvolvedora, contando com o apoio de profissionais capacitados para ajudar em caso de dúvidas, solucionar eventuais problemas técnicos e até instruir corretamente os funcionários sobre o uso adequado deles. Também podem colaborar em situações de desastres ou de necessidade de recuperação de dados.

Os tipos de licenciamento de software

Quando uma empresa adquire licenças de um software, ela recebe autorização da desenvolvedora para utilizá-lo em um número específico de equipamentos por tempo determinado ou indeterminado. A aquisição da licença varia, entretanto. Para ter uma ideia, vejamos o caso de como a Microsoft licencia seus produtos:

  • OEM (Original Equipment Manufacturer)o software vem junto com um equipamento (notebook, tablet, smartphone etc.) adquirido e já tem sua licença, permitindo o uso pelo proprietário ou por quem for utilizar o aparelho. O software pode ser manuseado normalmente, porém não pode ser instalado em outro aparelho. Alguns sistemas operacionais são assim, como o Windows;
  • FPP (Full Packaged Product): essa licença vem em uma caixa, juntamente com seus direitos de uso, documentação e a mídia de instalação (CD, DVD) do software. É um licenciamento realizado geralmente para poucos usuários, como os domésticos ou os de microempresas;
  • Licenciamento por volumenesse caso, o licenciamento é feito para empresas que precisam geralmente de 5 ou mais licenças. Ou seja, aquelas que possuem muitos computadores e funcionários que necessitam utilizar o programa para o desempenho de suas funções. A vantagem é que os custos aqui são menores, às vezes há possibilidade de alugar as licenças, e eles possuem direitos de utilização mais flexíveis;
  • Licenciamento com condições especiais: esse tipo geralmente é direcionado para fins acadêmicos, para órgãos governamentais ou entidades filantrópicas, tendo condições especiais de preço.

Existem outros tipos de licenciamento que podem ser usados de forma independente ou complementando os mencionados acima, tais como:

  • Trial: o software é disponibilizado gratuitamente por um período determinado para uso. Após esse tempo é preciso adquirir a licença plena para continuar a usá-lo por meio de uma das formas acima ou por outra;
  • Demo: tem a ver com uma demonstração do software, com funcionalidades limitadas. Para usá-lo integralmente, também é preciso adquirir uma licença;
  • Freeware: a licença é gratuita, mas geralmente não pode ser modificado ou comercializado, sendo restrito para uso próprio. Dependendo do tipo, para usá-lo de forma grátis é preciso corresponder a algum requisito (uso acadêmico, governamental etc.).
  • Berkeley Software Distribution (BSD): é chamada de copycenter porque possui poucas restrições sobre os modos de uso, redistribuição e alteração do programa. O programa com essa licença pode ser vendido e não há necessidade de incluir o código fonte;
  • GNU General Public License (GNL): impossibilita a integração do programa em um software proprietário, mantendo os direitos autorais. Também evita que sejam colocadas limitações nas liberdades originais ou restrições impossibilitando a distribuição do mesmo modo com que foi obtido.
  • Copyleft: geralmente não impõe barreiras à difusão, utilização e modificação do programa. Todavia, é impedida a sua utilização não autorizada. As alterações devem ser livres. A liberdade de modificá-lo e copiá-lo também deve ser passada adiante.

O licenciamento de software e o movimento BYOD

O BYOD (Bring Your Own Device) é um movimento que tem crescido nas organizações, tornando-se realidade não só nas áreas de TI, mas em todos os setores corporativos. Ele se refere à tendência de os profissionais levarem seus equipamentos pessoais para os ambientes profissionais, utilizando-os no desempenho de suas funções, além de, após isso, continuarem a trabalhar com os dados da empresa independentemente de onde estejam.

Essa onda ganhou força com a popularização dos dispositivos móveis e a ampliação das soluções/aplicações digitais para eles, tendo trazido também ganhos de produtividade e de agilidade na execução de tarefas. Ou seja, trouxe um novo cenário para as organizações.

Todavia, também surgiram reflexos que precisam ser analisados, entre eles a dificuldade de medir e auditar o grupo de softwares que cada colaborador usa em seu dispositivo. Isso traz questionamentos, como:

  • Os programas usados pelo colaborador são licenciados ou piratas?
  • Se não forem licenciados, a empresa terá problemas com a fiscalização?
  • Existe segurança dos dados da empresa manipulados neles? Esses softwares e as informações são protegidos com antivírus seguros e eficientes?
  • Contam com suporte dos desenvolvedores caso ocorram problemas?

Para ajudar a se proteger contra esses riscos, a empresa precisa formular uma política de BYOD, apontando requisitos e obrigações dos funcionários que usarem seus equipamentos, como a necessidade de possuir softwares licenciados.

Vale ressaltar que algumas desenvolvedoras já estão buscando formas de atender a essa realidade. Por exemplo, cobrando cada licenciamento por usuário e não mais por sistema operacional para empresas com alto volume, como fez a já mencionada Microsoft em 2014.

O correto licenciamento de software pode trazer muitos benefícios para as organizações, além de evitar dores de cabeça para os gestores com programas falhos ou ineficientes e até mesmo com as temidas fiscalizações.

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