Cloud Computing: pública, privada ou híbrida

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O avanço da tecnologia para armazenar dados e manter a segurança da informação nas empresas deu origem a diversos tipos de cloud computing. Assim, hoje é possível encontrar a computação em nuvem nos seguintes formatos: pública, privada ou híbrida. Neste post, vamos ver mais detalhes sobre como essas formas de armazenamento são executadas e quais são as vantagens e desvantagens de cada técnica.

Você vai entender um pouco mais sobre a evolução desse tipo de serviço e quais deles se adaptam melhor às necessidades das companhias, de acordo com o tamanho e a natureza do negócio. Pronto para começar?

A evolução dos tipos de cloud computing

Quando discutimos armazenamento de dados na nuvem, estamos falando de um movimento que ganhou força por volta do ano de 2010 em todo o mundo e que democratizou a tecnologia no meio corporativo.

Trata-se de um dos serviços abarcados no amplo conceito de cloud computing (computação em nuvem), um termo cada vez mais interpretado como sinônimo de computação de um modo geral.

Para se ter uma ideia da importância desse conceito, a chamada Era da Transformação Digital tem como carro-chefe as ferramentas e serviços baseados em cloud computing, isto é, com acesso remoto de qualquer lugar do planeta, a qualquer momento, de qualquer dispositivo. Quando você usa o G Suite para tornar as atividades da sua empresa mais produtivas, por exemplo, está usando uma ferramenta de cloud computing.

Esse movimento se deve ao fato de as empresas terem entendido o poder dessa tecnologia para impulsionar seus negócios. A mobilidade trazida pelas soluções em nuvem — assim como a facilidade de gerenciamento da infraestrutura de TI, a redução de custos, a escalabilidade, entre outros aspectos — está no topo das vantagens dessa transformação.

Atualmente, empresas de diferentes portes e segmentos do mercado podem competir de igual para igual simplesmente porque conseguem adquirir e desenvolver ferramentas tecnológicas baseadas na nuvem. O cloud computing é, portanto, um excelente agente redutor de custos e potencializador de resultados, por fornecer recursos de uma forma mais simplificada e rápida.

Entendendo o cloud computing: o que é e para que serve

Em uma tradução livre, cloud computing significa computação em nuvem. O glossário de TI da Gartner — a mais importante empresa de pesquisa em TI do mundo — define cloud computing como “um estilo de computação no qual capacidades escaláveis e flexíveis habilitadas por TI são entregues como um serviço usando tecnologias de internet”.

Em termos gerais, esse conceito representa a ideia de utilizar a infraestrutura de tecnologia da informação (TI) como serviço. Ou seja, a empresa deixa de investir em uma infra própria e passa a “alugar” um espaço em um centro de dados (data center) de um provedor — isto é, uma empresa especializada que fornece serviços de nuvem —, onde ficam armazenados e onde são processados os dados de sistemas, aplicativos, bancos de dados etc.

Tecnicamente falando, a nuvem é um conjunto de diferentes tipos de hardwares e softwares que funcionam juntos para proporcionar, na internet, serviços da computação para o usuário final.

Logo, também podemos definir o cloud computing como sendo o uso de hardwares e softwares para oferecer um serviço por meio de uma rede. Assim, os usuários podem acessar arquivos e aplicações de uso a partir de qualquer dispositivo que esteja conectado à web — PC, tablet, smartphone etc.

As três principais categorias de serviços do cloud computing são:

  • IaaS: é a sigla em inglês para Infrastructure as a Service. Trata-se de uma rede de servidores acessada por meio da internet. É bastante útil para empresas que lidam com grandes volumes de dados e que precisam garantir a segurança da informação;
  • SaaS: sigla em inglês para Software as a Service. São aplicativos online que podem ser acessados pela internet e utilizados a partir de qualquer dispositivo. Esse é o tipo de tecnologia com o qual o cliente final tem mais contato, pois ela está por trás de aplicativos simples, desde aqueles usados para cortar fotos na web, até soluções mais complexas, como as plataformas de CRM;
  • PaaS: do inglês, Platform as a Service. É considerado um meio-termo entre IaaS e SaaS, pois também trata-se de um software que pode ser acessado pela web e não depende das configurações de hardware do usuário para ser executado.

É a combinação dessas três categorias que garante uma gama crescente de serviços prestados pelos provedores de cloud computing. Veja agora com mais detalhes como funciona a tecnologia por trás de cada um desses modelos.

Infraestrutura como Serviço (IaaS)

É a categoria mais básica de serviços de cloud computing. Nesse modelo, uma empresa pode alugar a infraestrutura de servidores e máquinas virtuais, armazenamento, redes e sistemas operacionais a partir de um provedor de nuvem. Ela só paga pelo que utilizar — o que é chamado de pay-as-you-go.

Em outras palavras, em vez de investir em hardwares e softwares internamente, tudo é entregue pelo provedor de forma virtualizada. E é o provedor que se preocupa com a manutenção da infraestrutura, sua disponibilidade e segurança.

É bastante comum ver a procura por esse modelo de cloud computing quando se trata de hospedagem de sites ou armazenamento de dados fora da empresa — o backup offsite — por uma questão de segurança.

Software como Serviço (SaaS)

Já o SaaS é um método de entrega de aplicações de software por meio da internet, sob demanda e, normalmente, em forma de assinatura. No modelo SaaS, o provedor de nuvem hospeda e gerencia o aplicativo de software e a infraestrutura subjacente.

É dele também a preocupação de lidar com qualquer tipo de manutenção — como atualizações de software e patches de segurança. Os usuários se conectam à aplicação por meio da internet, geralmente com um navegador web em seu PC, tablet ou smartphone.

Pode ser solicitada a criação de um perfil com login e senha. Mas existem casos em que o usuário tem a possibilidade de logar com o seu ID em páginas de redes sociais, como o Facebook ou o Google, por exemplo.

Também existem modelos de SaaS que não cobram diretamente do usuário final pela utilização da plataforma e nem exigem qualquer tipo de identificação. Nesses casos, para rentabilizar o negócio, eles podem estabelecer parcerias de publicidade e oferecer determinados espaços em sua interface para a exibição de propaganda.

Plataforma como Serviço (PaaS)

O conceito de PaaS refere-se a serviços de nuvem que fornecem um ambiente sob demanda para desenvolver, testar, entregar e gerenciar aplicativos de software.

É um serviço projetado para que desenvolvedores criem rapidamente aplicativos móveis e soluções web sem se preocupar com a criação ou gestão da infraestrutura subjacente de servidores, armazenamento, rede e bancos de dados necessários para o desenvolvimento.

É bastante utilizado em empresas que desenvolvem aplicativos, prestam serviços pela internet ou realizam transações financeiras pela web, como bancos, e-commerces, apps de delivery e assim por diante.

Os benefícios do cloud computing para as empresas

Agora que já entendemos o que é cloud computing e como são classificados os serviços que giram em torno desse conceito, vamos refletir sobre os principais benefícios que uma empresa pode obter ao incorporá-lo em suas ferramentas e em seu dia a dia.

Reduz custos de infraestrutura de TI

O benefício mais palpável do cloud computing para as empresas é o corte de gastos com a tecnologia da informação. Em vez de se preocupar com a aquisição de softwares e hardwares para montar uma infraestrutura interna e atualizá-la periodicamente, basta fazer um bom acordo de prestação de serviço com um provedor de nuvem e obter os recursos de forma virtualizada.

Além disso, grande parte das responsabilidades e preocupações com a infra de TI são transferidas para o provedor. É dele o trabalho de manter o sistema em pleno funcionamento e sempre disponível.

É o provedor que se preocupa com a manutenção dos equipamentos, com a segurança dos dados em seus data centers e também em manter uma equipe qualificada tecnicamente. E isso tudo se reflete em economia de dinheiro.

Já que o fornecimento dos recursos de infraestrutura se dá de forma virtualizada e a empresa só paga pelo que utilizar, fica muito mais fácil prever e controlar os gastos em curto, médio e longo prazo.

Pense na redução de custos por não haver mais a necessidade de atualizar seus equipamentos e programas sempre que sair uma novidade no mercado. Agora amplie essa análise pelos próximos 10, 20 ou 30 anos e avalie o impacto em seus negócios.

Oferece escalabilidade tecnológica

Outro aspecto importante trazido pelo cloud computing para as empresas é a escalabilidade tecnológica. Ou seja, incrementar a infraestrutura conforme as demandas operacionais vão aumentando é muito mais fácil quando os recursos são utilizados de maneira virtualizada.

Um exemplo: em vez de programar longos períodos de implementação para obter updates em sistemas, abrir mais espaço de armazenamento ou dar acesso a mais usuários, basta solicitar isso ao provedor da nuvem.

As atualizações são feitas de forma rápida, sem necessidade de parar as operações e, muitas vezes, sem que os usuários percebam, o que agiliza muito o processo e também evita adicionar mais custos à estratégia de TI.

Assim, ainda que a sua empresa não conte com um plano de crescimento que enxergue prazos tão longos, basta negociar com seu prestador de serviços os prazos mais adequados para a revisão do contrato.

Há empresas que estabelecem contratos mínimos de um ano, mas que, depois desse período, revisam trimestralmente a necessidade de manter, expandir ou reduzir os serviços contratados.

Dá mais mobilidade ao negócio

O cloud computing também libertou as organizações e seus colaboradores dos limites estabelecidos pelas quatro paredes dos escritórios. Em vez de precisar ir até a empresa para operar um sistema de gestão empresarial, por exemplo, quando se trabalha com armazenamento na nuvem é possível fazer isso em qualquer lugar e por meio de qualquer dispositivo que esteja conectado à web.

Em outras palavras, as pessoas devidamente autorizadas a operar os sistemas podem trabalhar onde quer que estejam. Isso traz às empresas mais flexibilidade em suas escalas de trabalho, mais colaboração entre as equipes — diferentes setores da organização podem trabalhar em um único ambiente remotamente —, entre outros benefícios.

Da mesma forma, com o cloud computing, as empresas podem oferecer aplicativos a seus clientes e parceiros de negócio, dar acessos a plataformas de interação e mais uma infinidade de possibilidades em campos como marketing, vendas, logística etc.

Eleva a segurança da informação

Também no que se refere à segurança da informação, o cloud computing é uma vantagem significativa para as empresas. Como os provedores de serviços de cloud trabalham com práticas testadas e aprovadas mundialmente, além de estarem sempre atualizados em matéria de ferramentas, os dados corporativos na nuvem tendem a ficar mais seguros do que na infra interna.

Por meio de um serviço de backup online (cloud backup), por exemplo, é possível garantir que os dados e arquivos empresariais estarão sempre a salvo. Além disso, com o armazenamento na nuvem as informações do negócio sempre estarão disponíveis.

Outro aspecto importante é a segurança física. Ao manter toda a infraestrutura internamente, a empresa corre o risco de ter problemas causados por acidentes como incêndios ou enchentes, e isso pode comprometer seriamente os dados do negócio.

Já quando se trabalha com armazenamento na nuvem, essa vulnerabilidade é quase nula, pois bons provedores contam com planos de contingência e mantêm seus centros de dados em diversos locais seguros.

Proporciona mais eficiência ao negócio como um todo

Ao explorar serviços de cloud computing, as empresas conseguem melhorar de forma significativa a utilização da tecnologia. Assim, com custos controlados e com mais rapidez, elas implementam e desenvolvem ferramentas para apoiar suas operações.

Contando com esse recurso, as organizações também conseguem trabalhar melhor a estruturação e a análise de dados, uma vez que o armazenamento na nuvem permite a utilização de soluções robustas, como Business Intelligence, CRM e outras ferramentas de Big Data.

Como sabemos, as empresas mais bem-sucedidas hoje são as que conseguem encontrar padrões de comportamentos, explorar melhor a experiência do cliente e outros aspectos relacionados à análise de dados.

Libera a TI para uma atuação mais estratégica

Por fim, o cloud computing também oferece à equipe de TI a possibilidade de gastar menos tempo se preocupando com aspectos técnicos da operação. Como a manutenção dos recursos fica por conta do provedor, os profissionais de TI podem se ocupar de trabalhos mais estratégicos — como mineração e análise de dados, criação de soluções inovadoras para apoiar o desenvolvimento do negócio, entre outros.

Com serviços de cloud computing, a TI deixa de ser meramente uma equipe de apoio e passa a ter uma atuação mais analítica e consultiva, focando na estratégia e não na rotina operacional.

Cloud computing pública, privada ou híbrida: qual escolher?

Depois de saber quais são os benefícios do cloud computing para sua empresa, geralmente o questionamento seguinte diz respeito ao tipo de nuvem a ser adotado. Para sanar essa dúvida, nada melhor do que entender em detalhes quais são as diferenças entre eles.

Existem três tipos de nuvem: as públicas, as privadas e as híbridas. Veja, a seguir, uma explicação sobre cada um desses formatos e reflita sobre qual deles melhor se encaixa às necessidades da sua empresa.

Nuvem pública (public cloud)

O modelo mais comum de cloud computing é a nuvem pública (public cloud). Esse é um modelo de nuvem no qual os serviços são fornecidos em um ambiente virtualizado — construído com o auxílio de recursos físicos agrupados e compartilhados — e acessível por meio de uma rede pública, geralmente a internet.

Nesse modelo, o provedor usa a internet para tornar os recursos disponíveis para seus diversos clientes — cada qual com seus níveis de acesso bem definidos. Esse é o tipo de nuvem mais barato, pois os custos de hardware, aplicativos e largura de banda são cobertos pelo provedor. A empresa paga somente pelo que utilizar (pay-per-use), conforme a capacidade usada. Por isso mesmo é o modelo mais barato para pequenas e médias empresas (PMEs).

Uma nuvem pública é indicada para organizações que querem ganhar poder tecnológico sem precisar fazer grandes investimentos em TI. Ela também é útil para empresas que têm pressa para utilizar recursos virtualizados, pois trata-se de uma nuvem que já está pronta — basta apenas firmar um contrato com o provedor para começar a usufruir os serviços.

Principais benefícios da nuvem pública:

  • escalabilidade ilimitada: por haver uma grande quantidade de espaço disponível, é possível elaborar planos ambiciosos de expansão do seu negócio contando com uma grande capacidade de armazenamento de dados da nuvem pública. Basta apenas ajustar o seu orçamento às expectativas do projeto;
  • disponibilidade: o provedor é quem se responsabiliza pela execução e pela manutenção dos programas que executam o cloud. Em caso de alguma falha, ele é quem deve atuar;
  • recursos sob demanda: a empresa paga somente pelos recursos que utilizar, o que possibilita a otimização das ferramentas quando há um bom planejamento dos serviços que precisarão ser usados ao longo de um determinado período;
  • custos controláveis e menores do que a infra interna (ou o modelo privado): quando uma empresa mantém sob controle os recursos que deve utilizar, não precisa internalizar ferramentas de cloud computing. Assim, economiza com investimentos em equipamentos e manutenção dessas ferramentas. Além disso, também não será necessário ter um grande número de pessoas dedicadas a cuidar dessa manutenção;
  • confiabilidade devido à quantidade de servidores disponíveis: como se trata de uma grande rede de servidores, é pouco provável que casos de indisponibilidade afetem toda a rede.

Nuvem privada (private cloud)

A nuvem privada (private cloud) é uma arquitetura de data center de propriedade única e exclusiva de uma empresa. Ela disponibiliza todos os benefícios que a nuvem pública também oferece (flexibilidade, escalabilidade, provisionamento, automação, monitoramento etc.), mas não é dividida com outras empresas.

Nesse modelo, os recursos as-a-service não são vendidos a diferentes clientes pelo provedor, mas ofertados a uma única empresa, podendo servir, por exemplo, diferentes filiais e parceiros de negócios.

Os mecanismos técnicos usados ​​para fornecer os diferentes serviços de nuvem privada podem variar consideravelmente e, por isso, é difícil definir o que constitui uma nuvem privada a partir de um aspecto técnico. Em vez disso, esses serviços são geralmente classificados pelos recursos que eles disponibilizam aos seus clientes.

Traços que caracterizam nuvens privadas incluem a delimitação de uma nuvem para uso exclusivo de uma organização e níveis mais elevados de segurança de rede. Eles podem ser definidos em contraste com uma nuvem pública, que tem vários clientes que acessam serviços virtualizados — nesse modelo todos tiram o seu recurso a partir do mesmo conjunto de servidores de redes públicas.

Uma nuvem privada é indicada para empresas que gerenciam dados muito sensíveis, como transações financeiras, por exemplo. Ela também serve muito bem para negócios nos quais a cultura de controle interno é bem arraigada.

Geralmente, empresas que já fizeram investimentos grandes em infra de TI podem aproveitar os hardwares e softwares legados para montar sua nuvem privada. Com isso, fornecem recursos tecnológicos para todos os usuários em diferentes filiais, unidades de negócio etc.

Principais benefícios da nuvem privada:

  • maior nível de confiabilidade: dependendo dos tipos de dados com que uma empresa precisa lidar, o armazenamento público pode não ser a melhor opção, pois ele está sujeito a invasões, vazamentos e ataques cibernéticos. Dados sensíveis de clientes, fornecedores e os dados da própria empresa são exemplos de informações que devem contar com todas as camadas possíveis de proteção;
  • controle totalmente interno dos servidores e outros recursos: quando a nuvem é privada, a empresa mantém total controle do acesso às informações, podendo estabelecer inclusive um controle de acesso a esses dados e os momentos em que podem ser alcançados, aumentando ainda mais a segurança da informação;
  • possibilidade de utilizar os recursos legados para manter a própria nuvem: nem sempre é possível manter em redes públicas dados que não são mais utilizados por questões de custo. Quando a rede é privada, é uma escolha da própria empresa manter essas informações ou não;
  • atendimento à cultura de controle interno: como já mencionado em tópicos anteriores, o controle do acesso à informações é feito pela própria empresa, que pode ou não estabelecer regras para o acesso aos dados, dependendo do tipo de informação armazenada e das suas políticas de segurança da informação.

Nuvem híbrida (hybrid cloud)

Por fim, temos a nuvem híbrida (hybrid cloud), que nada mais é do que um serviço integrado de nuvem que mescla os dois modelos anteriores: privado e público. Ela serve para desempenhar funções distintas dentro de uma mesma organização e é um modelo adotado para extrair o melhor da nuvem pública e o melhor da nuvem privada.

Se por um lado as nuvens públicas oferecem mais escalabilidade do que as privadas, estas últimas são recomendadas para o armazenamento de dados mais sensíveis de um negócio. Logo, é possível maximizar as eficiências por meio da mescla dos modelos, conforme as necessidades da empresa.

Modelos de nuvem híbrida podem ser implementados de várias formas diferentes, sendo as mais comuns:

  • separação de provedores de nuvem para fornecer tanto serviços privados quanto públicos de forma integrada: as informações mais sigilosas são destinadas a servidores particulares, enquanto as menos sensíveis são armazenadas em redes públicas. A segregação pode ser feita pela própria empresa;
  • provedores individuais de serviços de nuvem fornecendo um pacote híbrido completo: nesse caso, pode ser feito um acordo com o fornecedor do serviço para estabelecer quais dados serão destinados à nuvem pública e quais serão armazenados na rede privada;
  • organizações que gerenciam suas próprias nuvens contratando um serviço de cloud pública (que integram em sua infra).

A nuvem híbrida é geralmente a escolha das empresas que já contam com uma boa infraestrutura interna e também querem aproveitar os benefícios do modelo público, especialmente no caso de empresas que trabalham no modelo Software como Serviço (SaaS).

Principais benefícios da nuvem híbrida:

  • flexibilidade e escalabilidade: a junção das propriedades relacionadas à possibilidade de contratação de serviços sob demanda e à capacidade de armazenamento de ambos os tipos de cloud é um grande diferencial;
  • controle de custos: o orçamento passa a ser ainda mais otimizado para o tipo de informação que precisa ser armazenada;
  • controles técnicos (especialmente do modelo privado): uma boa gestão de TI passa a ser fundamental à medida que cresce o volume de dados que precisam ser alocados nessas redes;
  • possibilidade de alternar entre o modelo público e o privado conforme a necessidade do negócio.

A estratégia mais eficiente para o crescimento de um negócio

Um estudo da empresa americana Cisco mostra que 69% das empresas em todo o mundo, apesar de conhecerem os benefícios e já adotarem algum serviço dessa natureza, ainda não têm estratégias maduras para o cloud computing.

Isso significa que, a nível global, boa parte das organizações ainda não está utilizando os recursos da computação em nuvem de uma forma otimizada em seus negócios. Os serviços mais populares são a utilização de software como serviço (modelo SaaS) e o armazenamento de dados (cloud storage).

Porém, o que ainda falta é estruturar estratégias que façam com que o cloud computing se torne de fato um diferencial competitivo nos negócios, indo além da mera utilização desses recursos e partindo para um segundo momento, em que essas ferramentas serão empregadas para trazer benefícios tangíveis para as companhias, os colaboradores e o consumidor final.

No entanto, uma coisa é certa: o cloud computing, assim como qualquer outro conceito tecnológico, precisa estar alinhado com a estratégia de negócios da empresa para que surta efeitos positivos. Só assim os recursos e benefícios que listamos aqui poderão ser melhor compreendidos e utilizados, sem falar na possibilidade de medir os resultados de forma mais transparente e otimizada.

A tecnologia é sempre um meio de avançar — os benefícios dela podem ser utilizados para melhorar as operações, trazer mais inteligência competitiva, mais agilidade nos processos — e nunca o fim.

Portanto, além de conhecer os benefícios e saber como cada serviço baseado em cloud computing pode melhorar os mais variados aspectos do seu negócio, é preciso estruturar uma estratégia que contemple tanto os fatores técnicos quanto o plano estratégico, os recursos de que sua companhia dispõe e a forma como ela pretende lidar com essas ferramentas.

É aí que entra em campo a busca por parcerias com provedores qualificados, que tenham boas práticas e garantam os melhores serviços de nuvem. Também não se pode negligenciar os aspectos culturais da empresa, já que, ao adotar o cloud computing, você rompe com o modelo tradicional de computação.

Tanto a equipe de TI como as demais áreas de uma empresa e os usuários finais de um produto ou serviço precisam entender o que muda quando a organização passa a explorar o cloud computing. Dessa forma, além de diminuir as resistências naturais às mudanças, também é possível potencializar os resultados por meio da exploração consciente e estratégica dos recursos.

Ter uma estratégia de cloud computing na empresa, atualmente, significa estar preparado para explorar o melhor da tecnologia e fazer dela um importante agente de competitividade. Mais do que perceber vantagens em curto e médio prazo, o negócio passa a vislumbrar novas possibilidades de inovar, ganhar mercado e impulsionar resultados — com o amparo tecnológico sob medida.

Também é essencial ter um sólido planejamento e definir as metas de curto, médio e longo prazo. É preciso manter sempre em mente para onde a empresa pretende caminhar, de forma a não despender recursos com empreitadas que não guiarão o negócio rumo à solução dos problemas de seu público-alvo.

As empresas que estão usando o cloud computing de uma forma estratégica são aquelas que conseguirão se beneficiar da transformação digital pela qual o mundo está passando.

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